Criança

Seu filho está conectado e agora?

A internet não é vilã, mas você precisa proteger a criança do uso dessa tecnologia

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

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Lembra como você fazia seus trabalhos da escola? Dava o maior trabalho! Tinha que passar a tarde toda na escola procurando informação, buscar nas bibliotecas da cidade… Demorado e complicado demais! Os trabalhos precisavam de mais tempo para ser feitos e parte do material acabava ficando de fora.

Hoje a coisa é bem diferente! Já na gravidez, você pode controlar o desenvolvimento do seu bebê por meio de aplicativos. Ele já nasce dentro da tecnologia.

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É só abrir uma aba, digitar o que procura e a gente tem acesso a qualquer assunto: todo tipo de informações. Ou seja, seus filhos já nascem totalmente ligados e conectados, com acesso a um conteúdo multimedia bem cedo. Às vezes, mal aprenderam a se equilibrar mas já estão extasiados com as muitas telas em casa: televisão, tablet, celular, videogame.

Começam pedindo o celular dos pais para jogar e logo estão querendo o próprio smartphone e criando as próprias redes sociais. Diferente dos adultos alfabetizados com livro de papel, que faziam pesquisas em enciclopédias e tinham um tocador de CD portátil como máximo de tecnologia (raça em extinção), as nossas crianças têm acesso a ambos os mundos. E isso dá abertura para trazer muita coisa positiva na vida delas.

Através de todos esses aparatos tecnológicos, elas se tornam muito mais bem informadas e relacionadas. Adriana Cabana, psicóloga, gerente de Atendimento do Prontobaby e mãe do Caio, conta que, hoje em dia, as crianças menores estão sabendo reconhecer números e letras antes mesmo de entrar na escola, o que acaba facilitando quando vão pra escola, por já ter uma ideia do que os professores estão falando.

As dúvidas são facilmente respondidas pelo Google e pesquisas passam a durar bem menos tempo. Agora, também é muito mais fácil se divertir e aprender ao mesmo tempo com os videogames que exploram habilidades de raciocínio e estratégia e podem criar laços de amizade também.

No meio de tanta coisa nova e rápida acontecendo, fica mais fácil conhecer outros lugares. Em um clique, seu filho pode visitar museus, aprender sobre outras culturas e receitas do mundo todo. Isso expande o universo das crianças! Deborah Moss, neuropsicóloga e mãe de Ariel, Patrick e Alicia, explica que “a própria informação gera curiosidade, isso faz com que surjam outras dúvidas” e, consequentemente, isso traz mais informações.

Esse estímulo faz com que as crianças aprendam a ser autodidatas que sabem ir em busca do próprio conhecimento. Quanto mais curiosos, mais antenados! Não que a geração anterior fosse menos inteligente, mas eram diferentes. Antes, por exemplo, o professor era o dono do saber, enquanto a criança só recebia o conhecimento. Hoje se criou uma troca de experiências, todos aprendem um com o outro, o que é muito mais legal, né?!

Desde pequeno é possível tirar bastante proveito, com a ajuda dos pais, claro, de aplicativos, programas de televisão e jogos que ensinam os números, as cores e o alfabeto, por exemplo.

E, à medida que as crianças vão crescendo, melhor uso da tecnologia farão, como explica Ellen Moraes, psicóloga e mãe de Rafael, “porque elas conseguem direcionar a tecnologia de acordo com as próprias necessidades”. Através de ferramentas como o YouTube, por exemplo, elas podem estudar alguma matéria da escola e, assim, têm mais uma fonte de conhecimento além dos professores. Com o Facebook, podem montar grupos de estudo, de trabalho, de troca de informações sobre assuntos que gostam em comum, como filmes e jogos.

Os próprios professores já estão usando das redes sociais e o WhatsApp para enviar exercícios e tirar dúvidas dos alunos. O mundo mudou e precisamos nos ajudar a aprender a conviver com ele e tirar tudo o que for de positivo.

VOCÊ SABIA?

A década de 90 foi considerada a “década do cérebro” porque, até então, o mundo só tinha teorias sobre como esse órgão funcionava, mas então o volume de pesquisa na área da neurociência foi crescendo cada vez mais. Os laboratórios começaram a tentar decifrar o quebra-cabeça que é o cérebro humano com seus 100 bilhões de neurônios. Foi aí que máquinas como ressonância magnética e tomografia começaram a fazer parte da tecnologia.

Luciana Brites, psicopedagoga e mãe de Helô, Gustavo e Maurício, explicou que, a partir daí, conseguiram mapear o cérebro através dos aparelhos de ressonância magnética funcional e, assim, começaram a estudar o cérebro em varias áreas.

Descobriu-se, por exemplo, que existem os touth points (ponto sensíveis), durante todo o nosso desenvolvimento, ou seja, tem determinadas décadas em que estamos mais aptos a aprender certas coisas do que em outras, criando funções cognitivas. Um exemplo? Se você coloca o seu filho de 2 anos para aprender um segundo idioma, ele vai aprender muito mais rápido, fácil e ainda sem sotaque do que um adulto. Aos 6 anos, as crianças começam a aprender a ler e escrever e também aprendem muito mais rápido do que um adulto porque têm mais coordenação motora e estímulo.

Através da tecnologia, a criança consegue aproveitar essa janela de atividades e oportunidades para aprender, e temos que estimular.

 Sem overdose, e sim boa dose!

Claro que nada em excesso é bom! Se não houver um equilíbrio das atividades, dentro e fora de casa, as crianças podem acabar ficando sedentárias. Afinal de contas, elas jogam futebol sem sair do sofá, e tudo bem! Contanto que tenha um tempo de atividades como ler, correr, brincar ao ar livre e praticar esportes, porque as telas sozinhas estimulam, mas com limitações.

Muito tempo de tecnologia não é bom. Estudos mostram que a superexposição a eletrônicos pode ser prejudicial, porque limitam os estímulos do ambiente e, assim, tornam a criança mais vulnerável a transtornos como déficit de atenção e ansiedade.

Se você só usa a tecnologia para distrair o seu filho, ao invés de ensiná-lo a esperar, a se concentrar ou se esforçar em algo que ele ache entediante, ele vai ficar cada vez menos paciente e sem saber como se esforçar direito. Isso pode dar espaço para problemas de aprendizado e, às vezes, distúrbios emocionais como depressão, insegurança e até dependência dos eletrônicos.

E isso tudo também pode desencadear isolamento social, porque as crianças acabam passando mais tempo conectadas no mundo virtual do que no mundo real.

E o nosso papel é superimportante dentro desse processo de estimulação. Precisamos acompanhar e dar o exemplo, o que não é difícil. Precisamos saber que conteúdo eles estão acessando, quanto tempo estão passando todos os dias na frente de uma tela e com quem estão se relacionando virtualmente. A internet é uma terra livre, todo cuidado é recomendado.

Olha a dica!

Até os 2 anos, se a criança usa tablet por muito tempo, ela não é estimulada a falar, o que pode causar um atraso na linguagem. Isso prejudica a capacidade dela de se comunicar. Você precisa estar junto, brincar junto e colocar um tempo limitado. Renata Bento, psicanalista e mãe de João Pedro e Eduardo, sugere que  as crianças não passem mais de uma hora na tela. Às vezes, a gente acaba usando a tecnologia como babá e, por mais que precise disso em certos momentos, temos que tomar cuidado para não prejudicar o desenvolvimento das nossas crianças.

Não podemos substituir o afeto e a conversa pela tecnologia, nunca! Podemos, sim, nos dar um tempo e deixar nosso filho jogando no celular, mas isso não pode virar regra, temos que aprender a lidar com os choros, com as perguntas.

E temos que permitir que elas tenham acesso à tecnologia, sim! A internet chegou para ficar e dela não dá pra correr. E nem queremos! As crianças de hoje não nasceram sabendo, mas são mais ligadas, mais rápidas, mais espertas e tudo isso porque estão conectadas. Amamos tecnologia e ela, se usada corretamente, só traz benefícios!

As crianças no controle

Quem não gosta de assistir um pouco de televisão?! É muito gostoso! A gente relaxa e pode encontrar de tudo, qualquer coisa que estivermos procurando. E isso pode ser um problema quando se tem crianças em casa: elas também conseguem achar qualquer coisa na TV. Por isso, além de controlar o tempo que elas passam sentadas no sofá, é preciso controlar o tipo de conteúdo a que têm acesso também.

Como? Hoje em dia está mais fácil! As operadoras de televisão têm sacado essa nossa necessidade e disponibilizado diversas formas de controlarmos isso, sites, apps e bloqueios dos canais. Assim, você consegue monitorar o tempo e o tipo de conteúdo que seu filho acessa.

Kids no Controle: A Net, por exemplo, desenvolveu este controle remoto customizado em parceria com os canais Discovery Kids e Cartoon Network. Ele permite acesso apenas aos canais infantis e ao conteúdo infantil e gratuito do Net Now.

Kiddle: É uma ferramenta de buscas que tem o controle dos sites acessados pelas crianças no computador. Ele usa a tecnologia de pesquisas do Google, mas não é um serviço oficial do site. Se a criança buscar palavras inapropriadas, vai receber um alerta na tela do PC.

O computador também te dá algumas ferramentas para ajudar neste controle:

Controle de aplicação: permite que você controle quais aplicativos podem ser executados por sua família.

Filtragem da web: bloqueia sites com conteúdo impróprio, como pornografia, violência e drogas.

 Se está conectado, tem que estar protegido!

Para garantir que o seu filho não vai lotar seu computador ou celular de vírus, separamos algumas dicas de softwares antivírus para você.

Net Nanny

Para uso em: Windows, Macintosh e celulares

Principais funções: bloqueia a troca de arquivos, filtra o acesso de sites e redes sociais e restringe o tempo de uso dos aparelhos. Também permite o monitoramento de chamadas e envio ou recebimento de mensagens nos celulares.

Preço: R$ 70,00 (aquisição do programa e assinatura anual dos serviços de proteção)

 

Norton Online Family

Para uso em: Windows e Macintosh

Principais funções: protege informações pessoais, controla o acesso a sites e permite que o administrador (os pais, no caso) visualize e bloqueie mensagens instantâneas trocadas com usuários específicos.

Preço: gratuito para controle de até dez computadores

 

Safe Eyes

Para uso em: Windows, Macintosh e iPhone

Principais funções: monitora o acesso a mensagens instantâneas, bloqueia jogos online, controla os e-mails e envia relatórios personalizados para os pais sobre as atividades dos filhos.

Preço: R$ 86,00 (download do programa e assinatura anual dos serviços de proteção).

Se você gostou dessa matéria, nossa edição de janeiro já está nas bancas e tem muita coisa legal! Corra e garanta a sua!

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