Gravidez

Grávidas não se veem em campanhas publicitárias, segundo estudo

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Redação Pais&Filhos

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(Foto: iStock)

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Se tem algo raro, é alguém se identificar com uma propaganda na televisão, não é?! E com as grávidas isso não muda, não, aliás, é bem sério. Segundo o levantamento “hábitos e tendências para gestantes”, realizado em outubro de 2016 pela agência Solo Propaganda, as entrevistadas sentem falta de um retrato mais fiel da realidade na publicidade.

Isso porque tudo o que veem na TV são anúncios com gestantes acompanhados de muito apelo emocional e apenas momentos mágicos, estilo Disney, tudo para tentar despertar um sentimento único e carinhoso sobre a espera de um filho.  Mas 83% das 150 mulheres grávidas entrevistadas sentem falta de ver as reais necessidades, dificuldades e desejos retratados ali. Além disso, mais de 14% das mães sentem falta de uma maior evidência do papel e função do pai.

O objetivo dessa pesquisa foi despertar a discussão e reflexão em profissionais da comunicação para se prepararem e se adaptarem a um novo perfil de mãe, que está nascendo com as novas gerações. O problema é: muitas vezes, as campanhas são criadas por homens que, claro, não terão o olhar de uma mulher à espera do bebê, ou seja, não conseguem atingir o público-alvo.

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A psicóloga Marina Maluf, diz que quando a mídia enfatiza apenas o lado positivo da maternidade podem ser gerados sentimentos de culpa nas gestantes. “Não há apenas uma forma de viver a maternidade. O processo envolve uma série de medos, mudanças corporais e na própria identidade da mulher – fatos que precisam ser incluídos.”

E onde elas sentem mais necessidade de investimento em produtos específicos para grávidas?

43,88% das mulheres acreditam que a Moda é o segmento que mais necessita

30,61% na alimentação

18,37% na higiene e bem-estar

7,14% em cosméticos

E precisamos atender a essas necessidade porque, em um mundo digital, apenas 18,37% das mulheres buscam por informações sobre o universo gestante com o próprio médico. A maioria (44,90%) tira dúvidas e busca por conteúdo em grupos de redes sociais e com influenciadores digitais. Em portais e revistas são 23,47% das entrevistadas. Aplicativos ficaram na lanterna, com apenas 13,27%.

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