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Inglês em sala de aula

Escolas bilíngues e internacionais são bem diferentes

Redação Pais&Filhos

Redação Pais&Filhos

Bilíngue ou internacional? Foi essa a dúvida da empresária Heloísa Kano, no momento de escolher a escola para a filha Gabriela, na época com 2 anos. Matriculá-la num colégio regular nunca passou pela sua cabeça. Pois é, talvez você nunca tenha tido essa preocupação, mas é cada vez mais comum os pais optarem por colocar os filhos nesse tipo de colégio. A ideia é que isso facilite a vida e a carreira das crianças no futuro, por saberem falar outra língua, com fluência, desde cedo.
Se você acha isso importante, mas não conhece as diferenças entre escolas bilíngues e internacionais, é bom, antes de tudo, entender que elas não são a mesma coisa. “Embora pareçam similares, as escolas bilíngues e internacionais têm apenas uma característica em comum: ensinam outra língua que não seja o português”, explica Fátima Tenório, mãe de Marígia e Mariana, uma das idealizadoras do método Systemic Bilingual.  

Métodos
A principal característica dos colégios internacionais é que eles não pertencem ao Brasil, ou seja, são escolas americanas, inglesas, espanholas, francesas… Elas seguem o currículo do país de origem, assim como seu calendário. Por isso, as crianças não aprendem apenas o outro idioma: a cultura do país também é incorporada. Nelas, na maioria das vezes, a língua portuguesa e os costumes brasileiros não são ensinados, ou são ensinados de forma mais superficial. Embora haja crianças brasileiras nesse tipo de escola, ela é mais voltada para os filhos de estrangeiros que moram no Brasil.
Esse é o caso de Davis, fundador do site de venda de produtos Baby.com.br. Americano, ele é pai de duas meninas, Savanna e Makenna. Savanna, a mais velha, é estudante de uma escola internacional. “Queria dar continuidade ao seu estudo. Achei que iria confundi-la se entrasse num colégio brasileiro, com cultura e línguas diferentes.”
Já as escolas bilíngues seguem o calendário do Brasil e o currículo do MEC. As aulas são ensinadas nas duas línguas, mas com ênfase no português. “A escola bilíngue alfabetiza a criança na língua portuguesa. A diferença é que ela naturalmente faz com que todas as habilidades que a criança aprendeu em português, sejam transferidas para a outra língua”, aponta Lorena Brand, filha de Jorge e Danusa, professora de inglês da Gymboree Brasil.
A diferença de uma escola bilíngue para uma regular, é que a segunda língua não é ensinada em apenas uma aula específica, algumas vezes por semana. Grande parte do conteúdo é dado na língua estrangeira, então seu filho vai aprender matemática com a professora falando em inglês, por exemplo. Ou seja, ele vai ser exposto à língua o tempo todo.

Melhor escolha
Se a sua família é brasileira e mora no Brasil, a melhor alternativa são as escolas bilíngues. Nos dois tipos de escolas, a criança vai se tornar fluente no idioma escolhido. Não tem porque ela deixar de aprender nossa própria cultura e história, em detrimento das de outro país. “Vimos um caso de uma amiga que estudou a vida toda num colégio internacional americano. Quando cresceu, ela se sentiu sem pátria: não se considerava nem brasileira, nem americana”, conta Vanessa Tenório, mãe de Lia, também idealizadora do Systemic Bilingual.  
Davis também percebeu as vantagens dos colégios bilíngues. A filha mais nova Makenna estuda em um deles, em São Paulo, e fala muito melhor o português do que a irmã mais velha. “A maioria dos amigos dela é brasileira, o que lhe dá uma experiência mais completa.” Seu sócio na Baby.com.br, Kimball Thomas, pai de Jack, também optou por esse tipo de escola: “Meu filho ouve coisas do dia a dia em português, como: ‘É hora do almoço’ ou ‘Sim, você pode ir ao banheiro.’ Como resultado ele está aprendendo muito mais do que em uma escola internacional.”

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