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Atleta luta e prova que dá sim pra ser campeã e mãe ao mesmo tempo

Após ser a primeira mulher (e mãe) a vencer o circuito Ironman Brasil, Rosecler Costa se tornou inspiração para milhares de mães brasileiras que desejam também correr atrás de seus sonhos

Redação Pais&Filhos

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(Foto: acervo pessoal)

“Experimentei a maternidade duas vezes através dos meus filhos Marcela e Rogério. Imagina, você tem sua rotina e de repente precisa acrescentar um filho e tudo a sua volta muda completamente. Só que o que eu vejo são mães esquecendo de si mesmas. Elas largam as coisas que as fazem felizes e acabam se dedicando 100% à família. Eu mesma deixei de trabalhar por um longo período por causa dos meus filhos, mas voltei para as minhas atividades.

Sempre fui atleta, mas não vivia do esporte. Após me tornar mãe, passei quase 10 anos sem praticar nenhuma atividade física. Quando meu filho mais novo, Rogério, já estava se virando sozinho, percebi que poderia ter mais espaço para mim. Conversei com meu marido e resolvi voltar a me dedicar ao esporte. Assim que tomei essa decisão, minha vida mudou completamente. Hoje eu percebo o quanto isso faz bem para mim e para eles, porque os três me veem feliz.

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Minha história veio à tona quando ganhei o circuito Ironman no Brasil. A prova é um triatlo que normalmente consiste em três modalidades diferentes, sempre na mesma sequência: natação, ciclismo e corrida. Geralmente quem participa são mulheres solteiras que têm tempo para treinar. Quando eu venci, as pessoas perguntaram: “Como ela conseguiu conciliar família e trabalho para ganhar a competição?” A partir daí começaram ir à busca da minha história e foi assim que eu acabei inspirando algumas mulheres.

Até me tornei amiga próxima de algumas que converso até hoje, trocamos mensagens por WhatsApp. São pessoas do Brasil inteiro que me encontraram na mídia e se apaixonaram pela minha história e por causa disso foram em busca dos seus sonhos. Isso para mim não tem preço. Eles também se transformam no meu combustível diário. Além da minha família, penso nessas pessoas quando tenho vontade de parar. Vem à minha mente: “Imagina se eu paro, como é que elas vão ficar?”. Retiro força disso. Não é fácil ter esse tipo de rotina, mas nós, mulheres, conseguimos!

As mães me ligam e enviam cartas dizendo que quando ouviram a minha história tiveram vontade e força para voltar a fazer aquilo que gostam. Eu comecei a perceber que muitas de nós nos acostumamos a viver no mundo do silêncio. É horrível quando você está guardando para si algo que não consegue colocar para fora. Nós, mulheres, sempre fomos submissas durante a história, acho que agora podemos nos libertar. Se continuarmos guardando nossos sonhos e desejos, podemos até nos tornar depressivas.

Eu decidi ir atrás daquilo que me faz bem além da maternidade. E na minha vida não existe culpa, só existe alegria, satisfação e união. Fico feliz em dizer que meus filhos agora também se interessam e praticam esporte por minha influência. A felicidade dos meus filhos quando eles estão no pódio comigo, compensa tudo”.

 

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