Vamos falar sobre

Pokemón Go
Ir para o topo

O que é

Se você ainda não ouviu nada sobre o Pokémon GO provavelmente vai ficar sabendo muito sobre ele pelos seus filhos. O novo game da empresa japonesa Nintendo, desenvolvido pela Niantic, Inc., acabou de chegar ao Brasil e está dando o que falar!

Como jogar

O objetivo do game é capturar os Pokémons, que estão pela cidade, usando a realidade aumentada. Todos os jogadores são “treinadores” que querem se tornar mestres Pokémons. Ainda está confuso? A gente explica.

O GPS do celular mapeia o lugar onde o usuário está e identifica os personagens. Se algum deles aparecer no local, é emitido um alerta e o Pokémon é mostrado como se estivesse ali na sua frente. Depois disso, é só clicar em cima dele e lançar a famosa pokebola, responsável por capturar e aprisionar os seres. O mais legal é que os Pokémons podem estar em lugares parecidos com o habitat deles no desenho. É por isso que alguns são mais raros de se encontrar do que outros. Pelo vídeo dá para entender, inclusive que esses raros apareçam apenas em eventos especiais, onde as batalhas acontecerão.

O que muda em casa

Quem já jogou
A questão de vivenciar essa experiência ao ar livre, no entanto, é uma das coisas que fazem o game ser tão viciante na opinião de Paula Endo, mãe de Gabriel e Isabelle. Ela e os filhos já têm acesso ao jogo porque moram nos Estados Unidos e lá está liberado. No vídeo, a irmã dá carona para o irmão ir caçar Pokémon. Esse é um exemplo que demonstra que o jogo faz com que as pessoas descubram lugares que antes passavam despercebidos. Todos estão explorando novos lugares, juntos!


“Um dos principais desejos das crianças não é mais ficar em casa e, sim, querer passear pela cidade, conhecer novos parque, mercados, pontos turísticos. Mesmo que o game não seja muito cultural, é um tempo de exercício e de caminhada que podemos aproveitar junto com eles”, conta Paula.


Lucas Antunes Estanislau Ribeiro, filho de Flavio e Andréia, é game designer e responsável pelo curso de Game Arts da REDZERO, que dá aulas para crianças e adolescentes. Ele explica que é necessário os pais aprenderem sobre o funcionamento do aplicativo para saberem orientar os filhos em relação aos riscos de jogarem fora de casa. “Se o pai não entende por que a criança precisa sair para pegar o Pokémon, fica difícil instruí-la”.


O especialista diz que no período de aula, é preciso uma atenção maior, já que o jogo é viciante e a criança vai querer brincar o tempo todo. “Vai ter muito professor pedindo para os alunos não levarem o celular para a aula”, brinca.


Estão ocorrendo algumas situações exageradas envolvendo o jogo, como o caso em que as pessoas largaram o carro no Central Park, nos EUA, para capturar um Pokémon raro que estava no por perto. Esse tipo de comportamento se deve ao momento da mudança da tecnologia, segundo Lucas.

Por mais que tenha até jogos melhores com realidade aumentada, é a primeira vez que as pessoas têm que sair andando por aí com um dispositivo. A experiência é ir aos lugares e a gente sabe que explorar grandes centros urbanos não é uma coisa 100% segura, Lucas Antunes Estanislau Ribeiro

Onde já foi invadido

Pokemón GO | Países aonde já é possível jogar

Por que tanta expectativa

Fomos atrás do Rolandinho, do Canal Pipocando, para saber o motivo de todos já estarem viciados, mesmo antes de baixar o aplicativo e coemçar a jogar.

Rolandinho | Canal PipocandoVamos parar para pensar! Por que um game gera tanta expectativa nos países onde não foi lançado e está tão popular nos locais onde já pode ser baixado? Rolandinho, filho de Rolando e Maria Roseli, e apresentador do canal do Youtube Pipocando, explica que toda essa repercussão não é à toa e se deve a alguns fatores.


Um deles é a questão da memória afetiva, pois os personagens fizeram parte da infância de muitas pessoas por meio do desenho, filmes, jogos e animes. Outro quesito é que faz tempo que as pessoas não jogam um game de Pokémon.


Mas Rolandinho ressalta que o fato da Nintendo lançar pela primeira vez um jogo para uma plataforma que não é da própria marca é o que mais empolga. “A Nintendo sempre lança os jogos exclusivos para os videogames dela e esse é o primeiro jogo que vai sair para todas as plataformas. Por isso todo mundo tá animado”, conta.


A atividade também usa o recurso da realidade aumentada de um jeito muito divertido.
Você vai encontrar os Pokémons durante seu dia, na rua, em lugares inusitados. É o primeiro jogo que simula mais ou menos como é a vida de um mestre Pokémon, que anda por aí caçando.


6 motivos para entrar nessa!

  • 1. Todo mundo pode treinar para se tornar um mestre Pokémon e até participar de batalhas;

  • 2. Adultos e crianças vão curtir o game na mesma época. Os pais porque eram fãs dos personagens na infância e os filhos porque estão conhecendo os mais os monstros devido à febre de campeonato de cards de Pokémon;

  • 3. É um jogo com mecânica simples, no qual os Pokémons aparecem, você pode capturá-los e entrar em duelos com seus amigos;

  • 4. O game ativa a mente, pois é necessário observar se os Pokémons estão na área;

  • 5. As famílias podem organizar passeios para capturar Pokémons;

  • 6. É um jogo infinito, como se todos tivessem jogando ao mesmo tempo contra pessoas do mundo todo. Também explora vários países, porque os Pokémons estão espalhados em diferentes lugares;

Agora, atenção!

  • Deixar as crianças sair pelas ruas jogando não é seguro. Elas podem ficar tão concentradas no jogo e não prestarem atenção no que ocorre em volta. Isso pode causar acidentes;

  • Tudo em excesso faz mal. Os pais precisam limitar o tempo que os filhos brincam com a atração (e também dar o exemplo se forem adeptos do jogo). Não é só a gente dizer não para os filhos e sair por aí loucamente e em qualquer horário capturando Pikachus.

Você sabia?

  • O Japão, país de origem da Nintendo, foi o 27º país onde ocorreu o lançamento;

  • As ações da Nintendo dispararam nas últimas semanas devido ao sucesso de Pokémon GO, porém começaram a desabar no dia 20 no Japão, porque o lançamento do game atrasou no país;

  • Para quem não está muito por dentro, o jogo está tão popular porque o desenho e os filmes do universo foram um sucesso também. Mas engana-se quem pensa que começou como desenho. Os japoneses Satoshi Tajiri e Ken Sugimori criaram um jogo de evolução de monstros para a empresa Game Freak. Mais tarde, a Nintendo levou o jogo para o Ocidente com o nome de Pokemón Red & Blue e foi um sucesso. Vendeu mais de 200 mil cópias só na primeira semana!

  • Foram criadas 14 temporadas do desenho Pokemón, animes e quase 20 filmes.

  • Você sabia que o modelo do game começou como uma brincadeira de 1o de abril? No começo de 2014, o Google Maps lançou o aplicativo que juntava o GPS com um jogo de captura de monstros. A atividade acabou no final daquela semana pra quem tinha juntado uma determinada pontuação. Dois anos depois, o jogo começou a ser pensando pelo fundador da empresa norte-americana Niantic em parceria com a Nintendo, que já gostava de criar games para as pessoas se exercitarem. Quem se lembra do Nintendo Wii?;

  • A Niantic, que desenvolveu o Pokémon GO, também já teve um jogo parecido. O Ingress, que foi baixado por 14 milhões de pessoas! Os jogadores usavam os smartphones para encontrar portais espalhados pelas ruas da cidade;

  • O jogo é o aplicativo mais baixado para os sistemas iOS e Android nos países onde está disponível. Ultrapassou outros apps famosos, como Tinder e Candy Crush;

  • Um vídeo postado pelo empresário do cantor Justin Bieber mostra que ele foi ignorado por uma multidão no Central Park, em Nova York, enquanto todos tentavam capturar um Pokémon no dia 18/07;

  • Para aproveitar a popularidade do jogo, a Prefeitura de Esteio, região metropolitana de Porto Alegre, criou uma campanha de adoção de cães chamada Catioro Go! A ideia é que as pessoas “capturem” cães do canil municipal;