Recém-Nascido

Mudança! Ministério da Saúde não recomenda polvos de crochê para prematuros

O método fez sucesso, mas precisamos rever nosso pensamento

Isabela Kalil de Lima

Isabela Kalil de Lima ,Filha de Kátia e Fabio

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(Foto: Divulgação)

No último mês, fotos de recém-nascidos com bonecos de polvo feitos com crochê circularam pelas redes sociais. Nós também divulgamos as imagens. A ideia, criada em 2013, na Dinamarca, era fazer os bebês lembrarem de quando ainda estavam na barriga da mãe e ficarem ainda mais tranquilos.

Isso seria possível pelos tentáculos macios, que dariam conforto e sensação de segurança para os prematuros, que precisassem ficar nas incubadoras. Os benefícios, no entanto, não são comprovados pelo Ministério da Saúde. O órgão, então, não recomenda a prática e soltou uma nota.

“Foi divulgado pela mídia, que o contato do recém-nascido com tentáculos do polvo simulariam o contato do bebê com o cordão umbilical intraútero. Contudo, as evidências mostram que o cordão umbilical, a placenta e as paredes uterinas oferecem outros estímulos e sensações (cheiro, sons, texturas, umidade e o pulsar). Além disso, o recém-nascido, ‘senhor de seu corpo e suas sensações’, sabe que o ambiente se modificou. O ritmo do corpo materno já foi perdido (Montagner, 2006), podendo ser parcialmente recuperado já que se oferece de outra forma, através da posição canguru”, informa a nota divulgada pela Coordenação do Departamento de Ações Programáticas Estratégicas do Ministério da Saúde.

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