Bebês

Açúcar não! Saiba porque essa substância faz mal a seu filho!

Veja quais cuidados tomar com o consumo dessa substância na alimentação infantil

Gabrielle Molento

background of sugar cubes and sugar in spoon. White sugar on turquoise background. Sugar with copy space. Top view or flat lay

(Foto: iStock)

Sabemos que o açúcar em excesso é perigoso. O consumo dessa substância na infância tem limites ainda mais rígidos. De acordo com dados da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 32,3% dos bebês com menos de dois anos de idade já consomem refrigerantes ou sucos artificiais, o que é um grande problema.

A nutricionista comportamental Ariane Bomgosto diz que não é recomendado que nenhuma criança com essa faixa etária consuma açúcar refinado por motivos nutricionais. “O açúcar é uma caloria vazia. Além disso, ele tem um malefício muito grande de viciar o paladar infantil. Depois dos dois anos, na minha postura, a criança também não precisa consumir, mas a gente sabe que isso muito difícil, por isso vamos introduzindo aos poucos”, explica a nutri.

Não existe uma quantidade em gramas adequada para o consumo dessa substância, já que o excesso sempre vai ser maléfico. Além disso, não é só o açúcar branco refinado que vira açúcar no organismo. Os carboidratos refinados também viram açúcar no sangue da criança. “Se somarmos o consumo desses tipos de alimentos e nos depararmos com o excesso de açúcar no sangue, temos um problema grande para essa criança até mesmo em relação ao peso ou diabetes. Evitar o excesso é importante”, completa Ariane.

O açúcar entra no sangue da criança e, em quantidade elevada, leva a um organismo inflamado, o que dificulta a perda de peso e cria células de gordura. Por isso ele está diretamente ligado com a obesidade.

E o vilão da dieta que evita o consumo de açúcar é o refrigerante! “A criança pode ter a alimentação toda errada, se cortamos o refrigerante já vemos uma diferença porque ele é composto em 90% de açúcar. Os doces voltados especialmente para crianças, todos coloridos, também são açúcar puro. Isso porque o paladar infantil é naturalmente voltado para o doce e a indústria é muito cruel e se aproveita disso”, disse a nutricionista comportamental.

E para evitar que os pequenos consumam alimentos ruins? Devemos aprender a ler os rótulos. No caso do açúcar, por exemplo, o produto pode estar disfarçado com outros nomes, como: xarope de glicose, por exemplo, xarope de milho ou sacarose.

Devemos ter força de vontade e reeducar o paladar das crianças com os próprios alimentos para garantir uma alimentação balanceada, diminuindo a quantidade de alimentos açucarados e fazendo trocas saudáveis, como: farinha branca por farinha integral ou, até mesmo, outros carboidratos complexos, tipo aipim, mandioca ou quinoa.

Se você tem um filho que é viciado em açúcar, fique tranquilo, isso pode mudar. “O paladar infantil pode mudar numa velocidade muito rápida, às vezes em até duas semanas, não tem mistério”, conclui Ariane.

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