Bebês

Bebê nasce com 300 gramas na 23° semana de gestação e é do tamanho da palma da mão

A equipe médica prevê de que o recém-nascido seja liberado em novembro

Giovanna de Boer

Giovanna de Boer ,filha de Karen e Christiano

O bebê nasceu com 23 semanas (Foto: Reprodução/ Today Parents)

Ellonn Smartt, de 25 anos, de Des Moines, Iowa, Estados Unidos, deveria dar a luz no dia 6 de novembro, mas em 11 de julho a bolsa se rompeu. O bebê nasceu prematuro de 23 semanas, com 366 gramas e do tamanho da palma de uma mão.

“Eu sabia que se entrasse em pânico meu filho iria sentir e ficaria estressado”, afirmou Ellon ao Today Parents. A mãe foi levada as pressas para o Centro Médico Metodista de Iowa, mas chegando lá houveram outras complicações. “Eles disseram que eu teria que dar á luz no dia seguinte ou em dois dias e havia uma boa chance de que meu filho não iria sobreviver”, disse Ellonn. 

Jordan está em uma incubadora para cuidados especiais (Foto: Reprodução/ Today Parents)

Ellon concebeu o filho por meio de uma cesárea no dia 11 de julho. Devido as complicações por ser uma criança prematura, o recém-nascido veio ao mundo lutando. Jordan Morrow, pai do bebê, contou que Jaden “é um pequeno milagre”. “Os braços e dedos dos pés estavam se movendo e ele estava tentando respirar por conta própria”, afirmou a mãe emocionada ao Today.

Embora os pais ainda não tenham segurado o filho no colo, a convivência com o recém-nascido segue firme e forte. Jaden está em um incubadora e eles entram e conversam com ele. “Eu digo a ele que tenho orgulho dele todos os dias”, contou o pai.

Os pais ainda não seguraram o bebê no colo (Foto: Reprodução/ Today Parents)

Jaden Wesley Morrow está estável, se alimenta com leite materno e ganhando peso. De acordo com a equipe médica, o bebê poderá ir para casa no dia 6 de novembro, a data que era prevista para o nascimento.

Porém, mesmo estando em casa, bebês prematuros têm um longo caminho, mas não se preocupe, vai dar tudo certo!

10 causas que levam à prematuridade

Todo bebê que nasce até a 37ª semana é considerado prematuro. O Brasil é o décimo país onde mais nascem bebês prematuros, o índice chega a 11,7% e é a principal causa de morte infantil no primeiro mês de vida, segundo o Ministério da Saúde.

Felizmente, a maioria dos bebês se desenvolve normalmente mesmo tendo nascido antes do tempo. Mas os cuidados precisam ser redobrados. O cérebro ainda está em fase de maturação, assim como os pulmões. Além disso, com a imunidade baixa, o bebê fica mais vulnerável.

Listamos dez situações que podem causar a prematuridade, mas que, se forem tratadas e controladas, não representam risco grave.

Hipertensão

Mesmo que sua pressão sempre tenha sido normal, ela pode se alterar durante a gravidez. Quando a máxima estiver acima de 140 e a mínima acima de 90, é motivo para preocupação e acompanhamento médico constante. Se controlada, não vai representar risco, e o seu filho vai nascer na hora certa. Além disso, outras doenças maternas que podem acarretar parto pré-termo são diabetes e problemas ligados à tireoide.

Prematuridade anterior

Gestantes que já tiveram outros casos de prematuridade têm três vezes mais chances de dar à luz a bebê prematuro novamente do que as mulheres que tiveram parto no tempo certo. Portanto, se este é o seu caso, fique atenta.

Malformação fetal

É o único fator que aparentemente vai determinar a prematuridade. E as complicações podem contribuir para um parto forçado antes do tempo.

Patologias do útero

Miomas, malformação uterina, colo do útero curto e problemas no colo do útero são algumas causas de prematuridade. Se a questão é o colo do útero curto, por exemplo, a musculatura não consegue conter a gestação. A ultrassonografia transvaginal é a melhor forma de prever o risco de um bebê prematuro. Em casos relacionados ao útero, o médico provavelmente irá pedir repouso absoluto. Leve a sério!

Infecções maternas

Uma infecção urinária pode até parecer simples, mas se não for tratada vai representar risco à gestação, assim como qualquer outra infecção vaginal. Além disso, as infecções sistêmicas (que afetam o organismo) são risco sério, que podem causar trabalho de parto prematuro.

Gestação de múltiplos

Hoje, com os tratamentos para engravidar, é mais fácil ficar grávida de não apenas dois, mas de três ou quatro embriões. É muito provável que a gravidez se antecipe. Para trigêmeos, por exemplo, a gestação é interrompida geralmente antes de 33 semanas.

Idade materna

Em geral, mulheres acima dos 35 anos já estão com a profissão estabelecida e, em muitos casos, ocupam cargos de alta responsabilidade. O estresse e os problemas do dia-a-dia estão associados ao baixo peso do bebê ou ao trabalho de parto prematuro. E as adolescentes, com útero imaturo e sem cuidados essenciais com a alimentação, também fazem parte do grupo de risco à prematuridade.

Incidência alta de cesariana

Com o parto programado, existe o risco de erro na hora de contar a idade gestacional. Qualquer erro pode fazer os médicos tirarem o seu bebê ainda prematuro de dentro da barriga. Hoje, no Brasil, o número de cesáreas está acima de 35% enquanto a Organização Mundial da Saúde considera 15% o máximo.

Posicionamento da placenta

Em alguns casos, a placenta, em vez de estar inserida na parede do útero, fica em cima do colo do útero. Isso pode levar ao sangramento e, então, ao parto prematuro.

Pré-natal malfeito

O ponto crucial para evitar a prematuridade é um bom acompanhamento médico. É nesta fase que é possível identificar os problemas que podem levar ao parto pré-termo. O mínimo são cinco consultas e dois exames de ultrassom, mas o ideal é um acompanhamento mensal.

Consultoria:

Heron Werner, pai de Enzo, ginecologista obstetra do laboratório Alta Excelência Diagnóstica.

Jorge Huberman, filho de Davi e Raquel, neonatologista e pediatra.

Marcelo Santucci, pai de Gabriela e Vinícius, assessor médico da Medicina Fetal do Fleury Medicina e Saúde.

 

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