Bebê que nasceu com pés virados recebe órtese personalizada feita com impressora 3D

Bebê prematuro recebeu órtese foi feita com um material chamado PLA, um composto de fibra de milho, vegetal indicado pelo caso da criança

Resumo da Notícia

  • Bebê prematuro recebeu órtese personalizada feita com material vegetal, utilizando uma impressora 3D
  • Profissionais explicam que o suporte ajudará na formação das pernas da criança conforme o crescimento
  • O engenheiro clínico explica porque é importante do material ser feito pelo próprio hospital

Uma bebê nascida em estado prematuro, foi internada na UTI (Unidade de Terapia Intensiva) neonatal, com apenas 13 dias de vida, para receber uma órtese personalizada feita com uma impressora 3D. O motivo do uso do suporte, é devido a má formação dos pés da criança que são virados para dentro. Ela está no Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, Mato Grosso do Sul.

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Bebê que nasceu com pés virados recebe órtese feita com impressora 3D
Bebê que nasceu com pés virados recebe órtese personalizadas feita com impressora 3D (Foto: Reprodução / G1 / Arquivo Pessoal)

A chefe da ortopedia do hospital, Marina Sassioto, explica o caso da recém-nascida e como a órtese irá ajudá-la: “A gente recebeu essa criança há treze dias, com uma deformidade congênita de nascimento nas perninhas, e optamos por iniciar o tratamento. Nesse caso em especial é uma criança que nasceu sem um dos ossinhos da perna, a tíbia. E isso faz com que o pé fique tortinho pra dentro. A colocação dessa órtese consegue posicionar o pezinho para que não tenha encurtamento e evite outras cirurgias futuras pelas complicações da postura viciosa que esse membro fica”, relatou ao Portal de Noticias G1.

“Com o crescimento, essas órteses terão que ser mudadas de acordo com o tamanho da criança. Então esse é um custo importante na parte particular, podendo chegar até R$ 1.500. A partir do momento que a gente consegue produzir isso na impressora 3D, sob medida, é feito certinho para a criança, que consegue iniciar o tratamento durante a internação”, explicou a médica.

A órtese foi feita com um material chamado PLA, um composto de fibra de milho, vegetal indicado para o caso em específico. O engenheiro clínico, Daniel Dittmar, que produziu o suporte, falou sobre a importância do suporte ser feito no hospital em que o paciente se encontra e sobre os custos: “A vantagem de se fazer esse tipo de órtese no HU (Hospital Universitário) é que a gente consegue modelar de acordo com as necessidades do paciente. O tempo de impressão de uma órtese dessas é em torno de 40 min/1h. A modelagem demorou um pouco mais, foi em torno de dois dias, porque primeiro fizemos um protótipo para ser validado. E, depois de validado o protótipo, a gente fez as correções para ser aplicado no paciente”, disse.

“O custo é bem barato, porque é um paciente neonato. Gira em torno de um R$ 1 para fazer cada um dos pézinhos, então é um custo bem baixo para um ganho bastante significativo”, concluiu.