Bebê tem reação alérgica gravíssima depois de receber medicamento errado

O caso aconteceu no Rio Grande do Sul, onde Helena teve graves queimaduras por todo o corpo ao ingerir um anticonvulsivo

Resumo da Notícia

  • Uma bebê no Rio Grande do Sul teve o rosto desfigurado depois de uma reação alérgica
  • Helena tomou um anticonvulsivo que era alérgica, e foi encaminhada diretamente para a UTI
  • Ela segue internada desde o último sábado, 11 de setembro, e a família fez um apelo

Uma bebê teve o rosto desfigurado e segue em estado grave na UTI depois de ter uma reação alérgica a um anticonvulsivo. O caso aconteceu no Rio Grande do Sul, onde Helena teve 72% do corpo queimado e segue hospitalizada desde o último sábado, 11 de setembro.

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A família conta que tudo começou depois que Helena começou a ter espasmos. Então, o médico lhe receitou o antiepilético Lamotrigina. Inicialmente com uma dosagem extremamente baixa, o gradual aumento do remédio vinha apresentando um quadro constante de febre na bebê.

Helena está internada na UTI (Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal/ Metrópoles)

“Levamos numa UPA em Anápolis, e a médica disse que era virose. Em seguida, manchas apareceram na pele dela. Levamos na UPA de novo e disseram que era rosácea, passando mais um remédio e antialérgico”, conta Hugo, pai da menina, ao portal Metrópoles.

Além de todos os sintomas, bolhas passaram a marcar todo o rosto de Helena desde a última quinta-feira, 9 de setembro. Mais uma vez, os médicos tranquilizaram os pais e afirmaram ser uma reação normal a medicação. “Tudo o que fizemos foi de acordo com os conselhos médicos”, disse Hugo. Após piora, a bebê foi encaminhada para o Hospital de Queimaduras de Anápolis. “A médica de lá mandou internar assim que a viu. Diagnosticaram o quadro como sendo consequência da Lamotrigina”, relembra.

A família está muito preocupada com estado da bebê (Foto: Reprodução/ Arquivo Pessoal/ Metrópoles)

O tratamento das queimaduras incluem dolorosos procedimentos como raspagem da pele – e médicos afirmaram que é provável que Helena carregue para sempre as cicatrizes desse problema. “Disseram que não estão pensando nas sequelas ainda. Que a prioridade é mantê-la viva”, ressaltou ainda Hugo.

Por causa disso, o pai de Helena ainda desabafa, “A gente perde o chão e fica sem saber o que fazer quando vê nossa filha assim. Há uma semana, ela estava engatinhando e começando a andar sozinha. Era uma neném que acordava dando risada com aqueles dois dentinhos e, de repente, fica nesse estado”. A conta hospitalar da bebê já se acumula em mais de R$ 15 mil.