Bebês trocados na maternidade são devolvidos às famílias após exames de DNA

Eles nasceram no mesmo dia em horários próximos

José Miguel e Murillo Henrique foram trocados após o primeiro banho (Foto: reprodução/G1)

Parece situação de filme, mas não é. Dois bebês foram trocados na maternidade e entregue para os casais errados em Goiás. José Miguel e Murillo Henrique nasceram no dia 9 de julho no Hospital de Urgências de Trindade e apenas nesta quinta-feira (1) foram devolvidos para os pais biológicos.

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De acordo com a investigação da Polícia Civil, os partos ocorreram na mesma faixa de horário (entre 15h20 e 15h40). As mães, Aline e Pauliane, foram transferidas para a mesma enfermaria e a troca teria acontecido após o primeiro banho dos recém-nascidos.

Tudo indica que as pulseiras de identificação estavam corretas, mas as roupas dos bebês foram invertidas. Ao retornar para junto das mães, eles foram colocados nos berços errados e pouco tempo depois, as pulseiras de identificação caíram no chão.

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As famílias contaram a delegada que investiga o caso, Renata Vieira que a avó percebeu que o nome escrito na pulseira não era o da filha e notificaram o Hospital, que garantiu que os bebês não haviam sido trocados, mas possivelmente as pulseiras após o banho.

A comprovação da troca só aconteceu vinte dias depois, quando Aline Alves e Murillo Lobo prestaram queixa na delegacia. Foi realizado um exame de DNA que confirmou o que já suspeitavam. Então o outro casal, Pauliana Maciel e Genésio Vieira também procuraram a polícia e descobriram as trocas.

Durante os testes, as famílias passaram a morar na mesma casa, pensando em facilitar a transição de bebês, no caso da confirmação. As mães se ajudavam com as tarefas. Após o resultado, a troca foi feita às 19h desta quinta e foi cheia de comoção.

“Com o DNA, não há mais dúvida do erro, e foi feita a destroca. Mas isso não encerra nosso trabalho. Vamos ouvir mais pessoas. Um dos bebês chegou a ser registrado, então isso ainda precisa ser cancelado.”, contou a delegada Renata Vieira ao G1.

A principal preocupação agora é com o psicológico dos envolvidos. “Uma das avós disse que que o sentimento é como o de um velório. Agora, vamos continuar dando o apoio a essas famílias e seguindo com a investigação”, completou André Fernandes, também delegado, ao G1.

As funcionárias que trabalhavam no dia, negam ter feito a troca e a assessoria do Hospital disse ter enviado todas as informações coletadas para investigação, mas não irá comentar o caso, pois o considera encerrado. Esperamos que as famílias possam se recuperar e aproveitar os bebês.

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