Bebês

Colar de âmbar em bebês: conheça benefícios e riscos do uso

Entenda para que serve o produto e como ele pode ajudar (ou não) seu filho

Jennifer Detlinger

Jennifer Detlinger ,Filha de Lucila e Paulo

(Foto: iStock)

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Usado por famosas como a modelo Gisele Bündchen e a atriz Bárbara Borges, o colar de âmbar ganhou adeptos entre as mães que acreditam em suas propriedades analgésicas e anti-inflamatórias naturais.

O âmbar é uma resina vegetal fossilizada encontrada em regiões dos Países Bálticos, na Europa. Segundo defensores do produto, ele possui ácido succínico – estudos afirmam que o composto químico estimula o sistema nervoso, fortalece o sistema imunológico e melhora a atividade metabólica. Entre seus benefícios, estaria a capacidade de aliviar os desconfortos da fase da dentição, como dor, febre e inchaço das gengivas.

(Foto: Reprodução/Instagram)

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“O ácido succínico é um potente anti-inflamatório, que vai sendo liberado aos poucos pela pele e absorvido pelo bebê ou adulto”, afirma Cinthia Calsisnki, enfermeira obstetra, mãe de Matheus, Bianca e Carolina. Mas a especialista explica que é preciso ficar atento às imitações do colar original, feitas de copal ou plástico. “Para os benefícios serem reais, as pedras de âmbar precisam ter certificado de garantia, além de sabermos a procedência do produtos. Existem muitas falsificações por aí”.

Cinthia também é fã pessoal do colar. “Em casa, todos usam. Eu sempre tive sinusite de repetição e, depois que comecei a usar, minha imunidade melhorou muito. Ele reforça a imunidade dos adultos também e dá uma segurada nos desconfortos do crescimento dos dentes do bebê”.

E os riscos?

Apesar dos benefícios listados por quem usa o colar, alguns especialistas alertam para os riscos do produto. Segundo a ONG Criança Segura, podem acontecer acidentes como asfixia ou até mesmo o bebê engolir uma das bolinhas/pedrinhas. A principal causa de morte por acidentes em bebês de até 1 ano é a sufocação.

“As chances do bebê ou criança ficarem sufocados pelo uso do colar no pescoço são grandes. Submeter a criança a isso é um risco que não vale a pena correr”, afirma Gabriela de Freitas, coordenadora nacional da Criança Segura, filha de Sílvia e Ruy. Uma alternativa é usar as pedras de âmbar em pulseiras ou tornozeleiras, o que pode eliminar o risco de estrangulamento. 

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