Conselho Tutelar leva bebê que teve boca tampada com fita adesiva pela mãe para abrigo

O vídeo repercutiu nas redes sociais e chegou até o Conselho Tutelar que decidiu que seria melhor a bebê ir para um abrigo, pois a mãe não estava em condições de cuidar da filha

Resumo da Notícia

  • Um bebê de 6 meses teve a boca tampada com fita adesiva pela mãe
  • O vídeo da cena repercutiu nas redes sociais e chegou até o Conselho Tutelar
  • O bebê foi levado para um abrigo em Sinop, no Mato Grosso

Você provavelmente deve ter visto um vídeo que circulou nas redes sociais onde mostra um bebê de 6 meses com a boca tampada por uma fita adesiva. O caso repercutiu tanto que chegou na mão do Conselho Tutelar, que decidiu encaminhar a bebê para um abrigo em Sinop, no Mato Grosso, na última terça-feira.

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As imagens foram levadas ao Conselho Tutelar e a responsável foi denunciada na Delegacia Especializada de Defesa da Mulher, Criança e Idoso de Sinop, que investiga a ocorrência. Segundo a conselheira Margareth Dürks, que cuida do caso, a medida foi tomada para evitar que a criança seja exposta a um ambiente de risco.

“Nós aplicamos a medida de proteção, deixando a criança institucionalizada e agora os procedimentos são judiciais”, explicou ao portal MidiaNews. A conselheira ainda informou que houve a colaboração tanto da avó materna quanto da mãe da criança, que foram voluntariamente até a delegacia ontem para prestar depoimento sobre o caso.

A mãe havia colocado fita adesiva na boca do bebê
A mãe havia colocado fita adesiva na boca do bebê (Foto: Reprodução/YouTube)

O Conselho Tutelar conversou com o pai da menor, com uma tia paterna e o avô. Margareth alega que todos foram colaborativos, principalmente a avó materna, que percebeu que a filha não estava em boas condições emocionais para cuidar da neta no momento.

Na ocorrência registrada na Polícia Civil há relatos de que a responsável sofre com quadro de depressão e, segundo a conselheira, vai começar a fazer acompanhamento médico. Não há um prazo de quanto tempo a criança deve permanecer no abrigo, a conselheira afirma que a decisão partiu do colegiado do Conselho Tutelar que entendeu que, no momento, esta é a escolha mais correta para a menor. “Ela está sendo bem cuidada lá, medicada, tudo certinho, não está mais correndo risco”, afirmou.