Corpo de bebê é confundido com lixo e é incinerado por engano em Hospital na Argentina

O caso aconteceu em Concórdia, na província de Entre Ríos, e segundo o promotor do caso o ocorrido não constitui crime

Resumo da Notícia

  • Um Hospital confundiu o corpo de um bebê com lixo
  • O corpo foi incinerado por engano
  • O caso aconteceu na Argentina

Um Hospital confundiu o corpo de um bebê com lixo e acabou incinerando ele por engano. O caso aconteceu no Hospital Delicia Concepción Masvernat, em Concórdia, na província de Entre Ríos, há duas semanas e rendeu um boletim de ocorrência na polícia local.

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O caso, entretanto, não pode ser enquadrado como delito criminal, conforme explicou o promotor Martín Núñez ao “Canal 9 Litoral”. “A conduta do responsável, enfermeira do hospital, não constitui crime. A primeira coisa a lembrar é que nem toda conduta vergonhosa ou contrária ao que é correto, socialmente falando, constitui crime”, afirmou Núñez.

A mãe descobriu que o filho estava morto já no último mês de gestação. Ela foi transferida ao Concepción Masvernat para passar por uma cesariana no último dia 14, de acordo com o portal “Ahora”. No dia seguinte, a família da criança pediu o corpo da criança para fazer o enterro, mas acabou sendo comunicada que o bebê tinha sido enviado por engano para a incineração junto com o lixo hospitalar.

O corpo do bebê foi incinerado por ser confundido com lixo
O corpo do bebê foi incinerado por ser confundido com lixo (Getty: Images)

A equipe informou que o corpo foi colocado dentro de um saco vermelho, reservado para resíduos patológicos que são entregues a uma empresa terceirizada que os queima num forno em outra localidade. O hospital disse, em nota, que ao tomar conhecimento do fato, estabeleceu um primeiro contato com a família e, concomitantemente, determinou a realização de um acompanhamento detalhado da situação para averiguar como se sucedeu o protocolo estabelecido para estes casos.

A incineração do bebê foi verificada após compilação de “diferentes elementos documentais e vídeos”. “A informação foi prestada primeiramente à família, também à justiça de Concórdia, com a urgência que o caso justifica, com o objetivo de apurar se foi omissão, dolo ou falta de profissionalismo ao não dar continuidade ao protocolo da autópsia e influenciá-lo nos eventos relatados”, acrescentou o hospital, que instaurou um procedimento administrativo para determinar a origem do erro.