Bebês

Estudo comprova que aos 5 meses seu bebê já sabe a diferença entre risada forçada e verdadeira

A pesquisa foi feita pela Universidade de Nova York e Los Angeles, nos Estados Unidos

Nathalia Lopes

Nathalia Lopes ,Filha de Márcia e Toninho

Os bebês já conseguem reconhecer diferenças em risos (Foto: Getty Images)

Um estudo, feito em conjunto pela Universidade de Nova York e Universidade de Los Angeles, tentou entender como os bebês reagem a risadas de amigos e a risadas de estranhos. Os resultados sugerem que a capacidade de detectar a natureza das relações sociais aparece cedo na infância, por conta de um sistema de “pistas vocais”

Os adultos já conseguem perceber  algumas informações sobre os relacionamentos das pessoas, através apenas de um sorriso. Estudiosos afirmam, que através do riso, pessoas, de diferentes culturas e idiomas, conseguem identificar a relação entre aquelas que se cumprimentam – eles são amigos, conhecidos ou estranhos?

O estudo publicado afirma que, bebês também possuem essa habilidade, que começa a ser desenvolvida já aos 5 meses de vida da criança.

Athena Vouloumanos, professora do departamento de psicologia da Universidade de Nova York e coautora do estudo diz que: “A sensibilidade dos bebês a diferentes tipos de riso pode ser uma das primeiras ferramentas que eles usam para entender e navegar no complexo mundo social.”

A pesquisa foi liderada por Athena e Gregory Bryant, eles examinaram como os bebês de cinco meses processavam esse ritual adulto, para isso avaliaram quanto tempo as crianças ouviam os sons produzidos pelos risos e viram quais ruídos eles preferiam ouvir novamente. (Outras pesquisas, estabeleceram historicamente que os tempos de escuta ou procura mais longos, indicam as preferências dos bebês.)

Em um primeiro momento, os bebês eram colocados para ouvir áudios de uma pessoa conversando e rindo com conhecidos e um áudio, da mesma situação, mas com estranhos. Eles não podem diferenciar, nessa primeira fase, qual áudio é de quem, mas quando era liberados para escolher, escolhiam o áudio de amigos.

Na segunda e última fase, as crianças viram dois vídeos de dois atores interagindo entre eles. No primeiro, duas mulheres se olhavam e sorriam como se fossem amigas, no segundo, elas se encaravam e ficavam de costas. Os dois vídeos foram pausados em um mesmo instante: com as atrizes olhando para as crianças e com expressões neutras. Eles, então, voltaram ao ouvir os áudios.

Os pesquisadores, previram que se as crianças reconhecessem o contexto social apropriado para cada tipo de riso, elas demorariam mais a entender, ou seja ficariam mais tempo olhando, para as atrizes que não combinariam com o áudio ouvido. (Estudos, usualmente, analisam o comprimento do olhar para medir a compreensão das interações dos bebês, com uma observação mais longa de surpresa ou um descompasso no comportamento.)

Aconteceu como o previsto: “Os bebês perdiam mais tempo quando a interação social era incongruente com o tipo de “coleguismo” do áudio

Os autores então concluíram: “A capacidade de avaliar rapidamente os recursos acústicos em atividades sociais, que revelam as relações sociais entre os indivíduos aparece no início da infância humana e pode ser o produto de um sistema de detecção de afiliação adaptável que usa pistas vocais.”

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