Homem vende a própria filha recém-nascida por grupo de WhatsApp para comprar celular

Faustino Colque Mollo é boliviano, tem 23 anos e foi preso no país por vender a própria filha recém-nascida no intuito de investir em celular novo

Resumo da Notícia

  • O homem boliviano foi preso ao tentar vender a própria filha, assim como a mulher que ofereceu a oferta
  • Segundo amiga da mãe da criança, o pai queria que esta tivesse realizado um aborto

Faustino Colque Mollo, homem boliviano de 23 anos, foi preso em seu país de origem por vender a própria filha recém-nascida por aproximadamente 1.500 reais com a intenção de comprar um celular novo. A oferta foi feita via grupos do aplicativo de mensagens WhatsApp.

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A criança chegou a ser entregue para a compradora Carmen Condori, de 60 anos, mas conseguiu ser resgatada pela polícia. Além do responsável pela criança, a mulher que entregou o valor também acabou sendo detida pelo crime. O caso ocorreu no mês de junho e as informações são do portal Ric Mais.

Hora de reunir a galera! Saiba como realizar chamadas com 32 pessoas no WhatsApp
Hora de reunir a galera! Saiba como realizar chamadas com 32 pessoas no WhatsApp (Foto: Flickr/Christoph Scholz)

Além do crime, Faustino também havia pedido para a namorada realizar um aborto assim que soube da gravidez. A mãe da criança recusou e, assim, o boliviano decidiu colocar a bebê à venda em diversos grupos no aplicativo como uma singela mercadoria.

Após o acontecimento, um vizinho do casal denunciou o caso para a polícia local. Uma amiga da mãe da criança informou que Faustino obrigou a gestante a concordar com a venda da filha dos dois. “(Ele) colocou ideias na cabeça dela, disse que ela não seria capaz de criar a filha, ‘você é menor’ e ‘você ganha pouco’”, contou a conhecida.

A mãe da recém-nascida tentou recuperá-la ao saber da compra, mas Carmen cobrou o dobro do valor para ‘devolver’ a criança. No dia 11 de julho, a polícia conseguiu resgatar a criança e, de acordo com os agentes, a bebê tinha muitas crises de choro, sentia fome e possuía dificuldades para respirar. A identidade da mãe da criança acabou não sendo revelada publicamente, assim como não se sabe o destino da filha do casal após o resgate. Faustino e Carmen foram detidos e indiciados pelo crime de tráfico e contrabando na Bolívia.