Hora da comida: veja dicas de como introduzir seu bebê à mesa

Incluir o bebê à mesa pode não ser tão comum, mas criar momentos de integração como esse desde cedo fará toda a diferença na convivência da sua família. Sem contar que este será o pontapé inicial da relação saudável entre seu filho e a comida

 

(Foto: Shutterstock)

Nos primeiros meses da maternidade, “jantar” pode ser um conceito abstrato. Amy Palanjian, mãe de três filhos, lembra: “Sentar à mesa para uma refeição significava dar duas garfadas, balançar e chacoalhar o bebê para frente e para trás, e depois dar outra garfada”. Mas quando seu primeiro filho, Linden, já estava com 6 meses de idade, Palanjian, fundadora da YummyToddlerFood.com, estava pronta para recuperar a hora perdida nas refeições. “Meu marido e eu queríamos usar o tempo do jantar com nossa filha para nos conectar como uma família”.

Embora você tenha colocado as refeições em família como “coisas para se preocupar mais tarde” na sua lista, já que seu bebê nem come alimentos sólidos ainda, os benefícios de compartilhar refeições começam cedo. “As refeições em família dão estrutura e previsibilidade, o que é importante, pois os pequenos se desenvolvem dentro da rotina”, diz Palanjian.

O início precoce das refeições em família também é a melhor maneira de expor seu bebê a novos alimentos e prepará-lo para uma vida saudável. “Há uma janela entre as idades de 6 e 12 meses em que a maioria dos bebês está muito aberta a experimentar sabores e texturas”, explica Jenny McGlothlin, especialista em alimentação pediátrica em Dallas. “As refeições em família aproveitam essa curiosidade natural porque você também está se alimentando e dando o exemplo”. Ainda assim, dominar essa arte requer prática, então separamos algumas dicas que vão te ajudar.

Se seu bebê dorme cedo

>A solução: você trabalhou duro para conquistar a rotina de sono do seu bebê, que tem horário certo para dormir. Então, não mude as coisas agora! Em vez disso, comece com a refeição mais fácil para reunir todos – o café da manhã é uma boa. Não se preocupe se as rotinas de trabalho e sono significam que vocês fazem apenas uma refeição em família por semana no começo.

“Trata-se de estabelecer uma base”, diz Katja Rowell, médica especializada em alimentação infantil. Você pode adicionar mais refeições à medida que a programação do seu bebê evoluir. “Os pais dizem que não podem se reunir à mesa porque um dos cônjuges trabalha em turno dividido ou é solteiro ou o bebê come principalmente com a avó”, diz Rowell. “Mas pelo menos uma refeição em família com qualquer adulto próximo da criança já se torna importante”.

Dá muito trabalho

>A solução: um jantar rápido durante a semana, como uma sopa e um sanduíche para os adultos, por exemplo, pode ser o suficiente. “Não pense demais. Muitas mães se sentem culpadas pensando que a refeição não é boa o suficiente”, observa o Dr. Rowell. “Mesmo que você esteja comendo comida congelada e seu filho bebendo suco na mamadeira, isso já é bom o bastante para vocês desfrutarem desse momento juntos”.

Ele odeia o cadeirão

>A solução: nada acaba com o jantar em família mais rápido do que uma criança chorando e gritando para sair do cadeirão. “Ele ficará interessado na refeição por muito mais tempo se puder ver o que você está fazendo e interagir diretamente com você”, explica Rowell. Então que tal abaixar a bandeja para que você possa levar o assento até a mesa ou então optar por um assento que se prenda direto à mesa? “Estudos mostram que os bebês que comem, principalmente os mesmos alimentos que os pais, apresentam melhor desempenho nutricional do que aqueles que comem apenas comida para bebês”, diz Ellyn Satter, autora de “Feeding With Love and Good Sense:The First 2 Years” – em português: “Alimentando com amor e bom senso: os primeiros 2 anos”. “Provavelmente porque eles são encorajados, não pressionados, a explorar novos alimentos, o que os expõe a uma variedade de nutrientes”.

Ele parece não gostar de comida

>A solução: “Eu tinha ideias incríveis para nossas refeições em família, mas demorou um tempo para Linden engolir seu primeiro pedaço de banana”, diz Palanjian. É perfeitamente normal que os bebês rejeitem, cuspam ou até vomitem novos alimentos. “Essa cara de ‘eca’ significa que ele está processando a experiência”, diz o Dr. Rowell. “Continue oferecendo os alimentos que você gostaria que ele comesse”. Se o bebê ficar chateado, parecer com dor ou engasgar com frequência, converse com um médico.

(Foto: Getty Images)

Alimente o bebê, mas não deixe de comer

>A solução: o horário das refeições é sobre o vínculo, não o quanto o bebê come nessa idade. “Se ele ainda mama ou toma mamadeira, suas necessidades nutricionais estão sendo atendidas”, diz Satter. “Desde que você sempre ofereça oportunidades para explorar comida, mais cedo ou mais tarde ele entenderá”. Se você estiver usando colheres, alterne entre oferecer para o seu filho e deixá-lo comer sozinho. À medida que seu bebê acostuma com os sólidos, ele pode insistir para que você o alimente mais rápido ou rejeite a colher completamente. Ele não está se recusando a comer; ele está dizendo que quer fazer isso por conta própria. Para ocupá-lo um pouco e criar a oportunidade de comer sua refeição, amasse um pouco a comida e deixe-o comer sozinho.

Ei, e quanto a nós?

>A solução: jantar em família pode certamente prejudicar a conversa dos adultos. Por isso, pode ser necessário ajustar seu padrão na hora das refeições. Conversem sobre o básico do que fizeram naquele dia ou sobre o que estão comendo. Ao mesmo tempo, façam muito contato visual com o bebê, para que ele saiba que vocês também estão prestando atenção nele. As conversas se tornarão mais sofisticadas novamente à medida que o bebê for crescendo. Enquanto isso, aproveite a sobremesa para colocar o papo em dia com o seu parceiro depois que o bebê for para a cama. E celebre o sucesso da sua refeição em família!

TRUQUES PARA REFEIÇÕES FELIZES

“Adorei nosso cadeirão com clip. Ocupa muito menos espaço e minha filha fica na mesa conosco. Ela adora fazer parte da refeição!” —Amanda Whalen.

“Preparei o jantar enquanto meu bebê estava no cadeirão para almoçar. Isso fez com que a gente criasse uma rotina” — Anna McLeod.

“Servimos o jantar em partes, dando ao meu filho uma comida de cada vez. Isso manteve seu interesse por mais tempo, para que todos pudéssemos ficar à mesa até terminarmos” — Sarah Brannen.

“Nós a colocamos em seu balanço enquanto comemos de um jeito que ela fica posicionada e consegue nos ver. Quando meu marido ou eu terminamos, a trazemos para um de nossos colos” — Alexson Calahan.

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