Bebês

Mãe cria loja de roupas sem gênero para bebês e o motivo faz todo o sentido

A empresa tem 5 meses

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

As quatro gerações da família: avó, mãe, filha e neta (Foto: reprodução/Instagram)

A maternidade nos traz diversos questionamentos que nunca haviam passado pela nossa cabeça. Detalhes ganham importância e sentido. Gabriela Alves, de 24 anos, por exemplo, com sua filha nos braços, percebeu um padrão nos presentes de enxoval que recebia.

“Era um guarda-roupa monocromático, com pouca variedade de estampas e sempre ligado às princesas da Disney”, disse. Esse estereótipo incomodou muito a paulista, que resolveu recorrer “a melhor artesã e costureira que conhecia”, sua mãe para fazer roupas mais coloridas para a neta, Nalu.

A avó já acompanhava a busca de Gabriela no setor masculino das lojas. Tudo para fugir do frufru e do rosa. “Existem tantas cores e estampas diferentes, por que padronizar tudo de acordo com o estereótipo de gênero?”, criticou. Cansadas do que encontravam no mercado, elas aceitaram a missão de criar um guarda-roupa diversificado para a bebê.

Uma bata e um macacão vendidos na loja Identidade X (Foto: reprodução/Instagram)

As duas apostaram nas cores salmão e cinza para as primeiras peças, calças e camisetas. Depois escolheram o azul marinho e laranja para macacões. Mais para frente, vieram as estampas floridas, listradas e com bolinhas.

Gabriela descobriu a gravidez enquanto cursava a terceira faculdade, arquitetura e urbanismo. Estudante em tempo integral e dependente financeiramente dos pais, a notícia trouxe insegurança e certo desespero. Sentimentos passageiros. “Não demorou muito para eu perceber que tinha ganhado o melhor presente da minha vida”, contou.  

Longe de se formar, a paulista enxergou nas roupas que sua mãe fazia para Nalu uma possibilidade de empreender e juntar dinheiro. Como várias pessoas ao redor da família mostraram interesse no “nicho de roupas neutras”, mãe e filha resolveram arriscar e em setembro de 2018 nasceu a Identidade X.

Este babador supercolorido foi uma das peças vendidas na loja (Foto: reprodução/Instagram)

A ideia é ser uma loja para bebês, sem especificação de gêneros, podendo uma mesma roupa vestir meninos e meninas. Com a criação da página no Instagram @identidade.x, tanto a produção quanto variedade de peças aumentou.

Gabriela se sente muito grata e certa de ter criado esse espaço. Ela conta que já venderam todas as peças que produziram e agora estão focadas na criação da coleção Outono/Inverno 2019. “A Nalu é a razão de todas as mudanças boas da minha vida. Acordar e olhar para o rosto dela é o melhor incentivo do mundo!”, finalizou.

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