Mães acusam garçom de lesbofobia após comentário sobre o bebê delas: “Perguntou de quem era o DNA”

Yasmin e Luana tem filho de 9 meses. Quando estavam no restaurante, o funcionário duvidou que uma delas também fosse a mãe

Resumo da Notícia

  • Yasmin Capdeville, de 22 anos, e Luana, de 21, são casadas há 5 anos e mães de um filho, de 9 meses.
  • Quando estavam no restaurante o garçom foi desrespeitoso no atendimento ao duvidar que as duas fossem mães da criança.
  • Na delegacia, não foi permitido prestar um boletim de ocorrência

Yasmin Capdeville, de 22 anos, e Luanna Caroline Muniz de Souza, de 21, levaram o filho, de 9 meses, para um restaurante e o garçom foi desrespeitoso e lesbofobico, em São Gonçalo, no Rio de Janeiro, no dia 13 de julho. O funcionário não acreditou que ambas eram mães, chegando ao ponto de pedir exame de DNA e depois cobrou pelo atendimento. As duas são casadas há cinco anos. Esse relato do caso ocorreu ao UOL Universa.

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O casal não pode fazer um boletim de ocorrência. (Foto: Produção/ Instagram/ @yah_caps)

O garçom, da rede Fronteira de restaurantes, conhecia Luana e parou para servi-las. Ela contou que tinha acabado de ser mãe da criança e foi parabenizada. Depois se levantaram para trocar a frauda, quando voltaram o mesmo homem perguntou sobre o parentesco de Yasmin com a criança, em resposta disse também ser a mãe do bebê.

“Ele falou que não era possível eu ser a mãe, já que a Luanna tinha se apresentado como mãe também, e que não dava para uma criança ser metade minha e metade dela. E repetiu que aquilo não estava certo. Ainda perguntou de quem era o DNA”, disse Yasmin.

Depois o garçom não voltou mais a atendê-las na mesa e pediram pelo gerente. Após 30 min esperando decidiram ir embora do estabelecimento e receberam uma surpresa na conta.

“A gerente apareceu somente no momento em que fomos pagar a conta. Explicamos tudo que aconteceu e ela só pediu desculpa. Ainda cobrou os 10% do serviço, mas falamos que não iríamos pagar”, contou Luanna.

Denúncia na delegacia

Depois da cena no estabelecimento foram a delegacia, mas não puderam realizar um boletim de ocorrência. “Se a vítima se sentir discriminada, ela deve denunciar”, diz a advogada do casal, Tatiane Velloso.

“Ela nos explicou que o garçom não usou nenhuma palavra pejorativa que nos ofendesse. E ainda acrescentou que se não tivéssemos como provar o que aconteceu, nossa denúncia poderia voltar contra a gente, como se estivéssemos dando falso testemunho”, relembrou Luanna.

A UOL procurou o restaurante Fronteira, que diz estar tomando todas as providencias na seguinte nota:  “toda e qualquer ação homofóbica, dentro ou fora de seus restaurantes e prova disto está o respeito para com a sua própria equipe de colaboradores, composta por pessoas de diversas orientações sexuais.”