Mais de 200 bebês que morreram por covid no Brasil não tiveram acesso à UTI, diz estudo

Os dados foram fornecidos pelo Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19. 10.165 casos de coronavírus foram registrados em bebês desde o início da pandemia

Resumo da Notícia

  • Mais de 200 bebês que morreram por covid-19 no Brasil não tiveram acesso à UTI
  • Os dados foram fornecidos pelo Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19
  • 38% das crianças não tiveram acesso nem a intubação
  • A falta de leitos afetou também essa idade de vítimas da covid

Dados fornecidos pelo Observatório Obstétrico Brasileiro COVID-19 revelaram que 32,5% dos bebês que morreram por causa da covid-19 no Brasil não tiveram acesso à UTI – e 38% não puderam nem ser intubados. 10.165 crianças nessa faixa etária testaram positivo para a doença desde março do ano passado.

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A Unidades de Terapia Intensivas, combinadas com respiradores, são as principais medidas para tratamento de pacientes internados com coronavírus. As pesquisas ainda apontam que essa estatística tende a piorar na Região Norte do país, na qual 38,45% das crianças não puderam ir para a UTI – e 46,8% não foram intubadas.

Os bebês não tiveram acesso a UTI por causa da falta de leitos (Foto: Unsplash)

Apesar da baixa incidência de casos e internações por covid-19 em crianças de até 2 anos, ainda é importante se atentar aos sintomas e manter os cuidados. Segundo o  presidente do Departamento Científico de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Renato Kfouri, em entrevista a CNN Brasil, ““Crianças continuam a transmitir pouco e a serem menos acometidas pela Covid-19, especialmente em suas formas mais graves”.

“Porém, é essencial que permaneçam seguindo as orientações já preconizadas pela SBP, inclusive, considerando os ambientes escolares”, declarou ainda.

O retorno escolar pode trazer a circulação de outros vírus

De acordo com Dr. Cláudio Len, pediatra, colunista da Pais&Filhos, médico do Departamento Materno-Infantil do Hospital Israelista Albert Einstein, pai de Fernando, Beatriz e Sílvia, faz um alerta para a circulação de outros vírus. “As crianças, neste momento, são o que menos preocupam em relação ao coronavírus. Isso porque o covid-19 causa internações na minoria delas”. Ainda assim, é importante que as famílias continuem se cuidando e seguindo todos os protocolos de segurança” como, higienização das mãos, uso de máscaras e o isolamento e distanciamento social.

É importante redobrar os cuidados no ambiente escolar (Foto: Getty Images)

No caso da abertura das escolas, por exemplo, para Roberta e Taís Bento, mãe e filha, embaixadoras da Pais&Filhos e criadoras do SOS Educação, a comunidade precisa fazer a sua parte e continuar se protegendo. “Fechar as escolas é estabelecer na mente de nossos filhos um lugar de pouca importância para a educação. Em diversos outros países, os adultos seguem abrindo mão de praia, bar, cinema e teatro, para que os filhos possam ir para a escola com o menor risco possível de contágio”.