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Não é ficção científica! Novo teste consegue medir a inteligência do seu filho ao nascer

Tudo que eles precisam é de um pouco de saliva

Jéssica Anjos

Jéssica Anjos ,filha de Adriana e Marcelo

(Foto: iStock)

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Parece coisa futuro, mas não é! Um estudo publicado pela revista Nature Genetics, de fevereiro de 2018, trouxe uma luz sobre um tema polêmico entre os cientistas: a inteligência humana. Comandado por pesquisadores da King’s College de Londres, a pesquisa, feita com mais de 78 mil pessoas, conseguiu explicar como a genética afeta essa habilidade. E, acredite ou não, está comprovado que inteligência não é apenas uma coisa que se desenvolve, mas também é herança dos pais.

Para ser mais preciso, a chance do seu filho herdar a inteligência de você varia de 20 a 50%. O Dr. Ciro Martinhago, diretor da Chromosome Medicina Genômica e membro da equipe de genética do Hospital Albert Einstein e pai de Isadora e Pedro, comentou com a gente que esse estudo foi um enorme avanço para a ciência. “Eles fazem o teste através da saliva. Coletando esse material do recém-nascido eu consigo dizer qual a probabilidade da inteligência daquela criança”, explicou.

Porém, não se trata de um grande passo apenas para os cientistas, mas também para a sociedade como um todo. “Quebramos um pensamento que diz que a evolução é a sobrevivência dos mais fortes, agora são nosso foco será nos mais aptos”, diz o geneticista. Além disso, o teste também consegue indicar em qual área do conhecimento a criança terá mais chance de se dar bem. Imagina poder saber se o seu filho é melhor em humanas ou exatas desde o nascimento?

Quais são as consequências?

Segundo o Dr. Ciro, essa descoberta pode mudar a nossa maneira de viver em sociedade. Em uma entrevista de emprego, por exemplo, o que conta de verdade é o currículo e as indicações. Com a informação do teste de inteligência o tipo de cobrança para uma vaga de trabalho pode mudar. A empresa pode formular o perfil do profissional requisitado pensando em critérios genômicos (informações hereditárias do organismo) e não apenas curricular.

Mas como todas as coisas da vida, essa informação também pode ser usada de maneira negativa. Saber que um indivíduo será mais inteligente do que o outro pode gerar uma certa discriminação. Separando as pessoas em aptas e menos inteligentes. Isso seria horrível! Além de dar a impressão de que aquela criança está condicionada a ser muito inteligente ou não. Esse determinismo não parece legal.

A gente precisa conversar

Embora pareça uma coisa distante não, o teste já começou a ser oferecido nos Estados Unidos, e, de acordo com o especialista, não deve demorar mais de um ano para chegar ao Brasil. É claro que o acesso vai depender do poder aquisitivo dar pessoas, mas isso irá mudar com o tempo. Talvez seja algo normal daqui a 50 anos e todas as pessoas possam acessar essas informações com facilidade. “Seu filho vai viver isso e você precisa estar ciente disso para melhor orientá-lo”, aconselha o geneticista.

Entretanto essa não é uma apenas uma responsabilidade dos pais, a escola também precisa se preparar. A criança de hoje necessita compreender o que é o DNA para se proteger e saber lidar com as transformações da tecnologia que envolvem esse tema tão polêmico entre os pesquisadores.

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