Pais são obrigados a trocar nome exótico de bebê após justiça negar registro

Marcela e Rogério queriam homenagear uma amiga, que havia perdido o filho há cinco anos

Resumo da Notícia

  • Pais são obrigados a trocar nome exótico de bebê após justiça negar registro;
  • Marcela e Rogério queriam homenagear uma amiga, que havia perdido o filho há cinco anos;
  • Apesar de recorrerem, a justiça alegou que o nome seria 'motivo de chacota na escola'

Um casal contou ao MaisGoiás o porquê não pôde registrar o nome escolhido pelo filho na justiça. Marcela de Freitas, 29, queria homenagear uma grande amiga, Sandra, que perdeu o filho há cinco anos. Caso o bebê fosse menino, o nome seria New. Esse era o apelido do filho de Sandra.

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Ao confirmarem o sexo, Sandra agradeceu em uma montagem com a fotos do casal e a imagem 3D do bebê ainda na barriga. “New vem aí. Muito obrigada pela homenagem, amo demais vocês”, disse em uma publicação nas redes socias.

Ansiosos com a chegada do primeiro filho, Marcela e o marido Rogério decoraram a parede da casa com o nome escolhido. E providenciaram todo o enxoval: toalhas, espelho, cortador de unha, enfeite de porta, chupetas e paninhos traziam o nome New.

Marcela e Rogério foram surpreendidos pelo oficial do cartório na hora de registrar o filho recém-nascido
Marcela e Rogério foram surpreendidos pelo oficial do cartório na hora de registrar o filho recém-nascido (Foto: iStock)

No entanto, ao saírem do hospital no dia 19 de janeiro para registrar o recém-nascido, Rogério teve uma surpresa. “Pediram uma carta explicando o porquê do nome. Essa carta iria para o juiz e ele decidiria se indeferia o nome ou não”, explica Rogério.

No dia 26 de janeiro, uma semana depois do nascimento do filho, Marcela e Rogério explicaram ao juíz a escolha. “Esse nome carrega uma grande carga de afeto e respeito, e a homenagem foi recebida com muita emoção pela família do nosso amigo e por todos os nossos amigos em comum. Esta escolha tem um peso simbólico muito grande para toda a nossa família, e, por isso, insistimos em mantê-la sem modificações”, destacaram.

A resposta do juíz

No dia 1º de fevereiro, o casal recebeu uma notificação do cartório com a decisão do juiz, que solicitou a presença do casal no dia seguinte para registrar a criança. Segundo o despacho de Marcelo Benacchio, New estava “fora do senso comum” e teria potencial para expor a criança “a situações constrangedoras”. O juiz disse ainda que visava proteger a criança de chacotas “sobretudo quando a criança atingisse idade escolar”.

“Nunca pensamos na possibilidade do nome ser barrado. Eu chorei muito e me senti impotente, inconformada. Esperava pelo menos a empatia após a leitura da minha carta explicando tudo. Estou no puerpério e isso torna tudo ainda mais difícil”, lamenta.

O casal decidiu, então, registrá-lo como Noah após uma pesquisa de nomes entre as mamadas da madrugada.

A família conta que ainda não se acostumou com a escolha, e sente que 'Noah' não é nome do filho.
A família conta que ainda não se acostumou com a escolha, e sente que ‘Noah’ não é nome do filho (Foto: Getty Images)