Pesquisa mostra que os bebês possuem atitudes altruístas

A pesquisa veiculada no periódico científico Scientific Reports e administrado por alguns pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos

Resumo da Notícia

  • Uma pesquisa mostra que os bebês conseguem ter atitudes altruístas
  • A pesquisa veiculada no periódico científico Scientific Reports e administrado por alguns pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos
  • Cerca de 100 bebês passaram por testes para ver a teoria dos cientistas
Os bebês passaram por alguns testes até chegarem no resultado (Foto: reprodução/ Getty Images)

Na última terça-feira, dia 4 de fevereiro, estudos revelaram que bebês parecem ser capazes de terem atitudes altruístas.  A pesquisa foi realizada com cerca de 100 bebês para chegarem nessa conclusão.

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A pesquisa veiculada no periódico científico Scientific Reports e administrado por alguns pesquisadores da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, segundo a revista VEJA. Observaram o altruísmo em bebê, o que poderia ser uma novidade.

Esse tipo de pesquisa já foi feita em alguns animais, como morcegos, que dividem a comida com outros membros da espécie quando estes passam fome. No entanto, ações do tipo nunca haviam sido identificada em uma fase tão inicial da vida, como a de um bebê.

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Os cientistas montaram um ambiente em que o bebê tinha algumas frutas, como bananas, uvas e mirtilos. O objetivo da dinâmica era ver se a criança seria capaz de dividir os alimentos com os cientistas, sem qualquer incentivo dos pais ou de outra pessoa.

Segundo a pesquisa, um pesquisador ficava sentado à frente da criança em uma mesa, mostrando um pedaço de fruta. Caso o bebê estivesse em um primeiro grupo selecionado para a avaliação, o “de controle”, o cientista colocava a comida em uma bandeja no chão dentro do alcance da criança e ficava parado, esperando a ação. Já no outro grupo, o pesquisador fingia derrubar a fruta na bandeja e tentava recuperá-la, sem sucesso.

A intenção dos cientistas era de que o adulto parecesse querer a fruta nesse último caso, enquanto, no primeiro, estaria indiferente à comida. A descoberta foi de que apenas 4% das crianças no grupo de controle pegava a fruta e a devolvia ao pesquisador. No outro, a taxa de bebês que devolveu a comida foi de mais de 50%.

Na segunda parte do experimento, outras crianças foram observadas. Os pais as levaram até o local da pesquisa logo antes de uma refeição ou lanche que seus bebês estavam acostumados a fazer — ou seja, quando provavelmente estivessem famintos, segundo a revista.

A diferença entre os dois testes é que no primeiro tinha um custo para a criança que resolvesse devolver a fruta: ela continuaria passando fome. Desse modo, os pesquisadores queriam verificar se o comportamento de ajudar o próximo seria reproduzido até mesmo quando resultasse em uma consequência negativa para o bebê.

Nenhuma criança do grupo de controle ofereceu a comida de volta ao cientista, 37% dos bebês do outro grupo sim. O próximo passo, segundo os cientistas, é descobrir o que leva os bebês terem atitudes altruístas.

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