Bebês

Pesquisa prova o quanto leite de doadoras ajuda no desenvolvimento de bebês prematuros: “É bom igual o da mãe”

Cientistas comemoraram o resultado

Yulia Serra

Yulia Serra ,filha de Suzimar e Leopoldo

Os cientistas comemoraram a descoberta (Foto: reprodução/Jornal da USP)

Esse foi o resultado de uma pesquisa feita pela Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP com bebês na UTI. Nela, os especialistas descobriram que o leite materno é fundamental nos primeiros dias de vida da criança, seja “cru” ou pasteurizado, e colabora para a formação dos microrganismos.

O estudo coletou amostras de saliva e fezes para avaliar as bactérias presentes no organismo de prematuros que consumiram leite materno desde o nascimento para comparar a eficácia da colostroterapia com bebês que mamam diretamente no peito.

A coordenadora do projeto, Carla Taddei, comentou: “Já sabemos que o leite materno é importante para os bebês, mas a ideia era entender o mecanismo de ação do colostro (leite secretado nos sete dias após o parto) nos neonatos“.

O objetivo, assim, era avaliar se o processo de pasteurização, que inativa as bactérias nocivas à saúde, ainda garantia as propriedades nutricionais do leite materno.

A descoberta surpreendeu os cientistas, uma vez que o uso de Bancos de Leite Humano tiveram efeitos diferentes aos crus no organismo, mas ambos positivos que ajudam, igualmente, no desenvolvimento do bebê.

Uma vez que 10% dos nascimentos no Brasil ocorrem antes do previsto de acordo com o Ministério da Saúde, esta é uma informação valiosa e comemorada pela equipe.

Carla explica: “Isso faz com que a gente tenha outro olhar sobre o leite pasteurizado. O leite da doadora é tão bom quanto o da mãe.” e completa: “Ele será adequado para a necessidade nutricional daquele bebê”.

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