Qual é a quantidade de leite que devo dar para o meu bebê?

O aleitamento materno é recomendação da Organização Mundial da Saúde até os dois anos de idade

Até os seis meses, o ideal é a amamentação exclusiva (Foto: Shutterstock)

O aleitamento materno é um momento fundamental no processo de desenvolvimento do seu filho. Com esse gesto cotidiano, o bebê conseguirá todos os nutrientes que precisa para crescer saudável. Por isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que seja iniciada na primeira hora de vida e seja feito de forma exclusiva até os seis meses de idade e complementar até os dois anos. Não há dúvidas da importância desse ato, mas muitas perguntas surgem a partir dele. 

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Uma delas é a quantidade de leite necessária para que o bebê se sinta satisfeito. De acordo com a enfermeira obstetra Cinthia Calsinski, o bebê se autoregula durante a amamentação, por isso defende a livre demanda sempre: “Não há ninguém melhor do que ele para dar sinais de fome ou saciedade”. Contudo, reforça que existe, sim, uma estimativa quando há uso de fórmula infantil, chegando a uma média de 210ml (aproximadamente um copo) por volta dos 2 anos. 

O leite tem tudo o que seu filho precisa para se desenvolver (Foto: iStock)

Mas esse ato não funciona como matemática, já que lida com seres humanos, que têm diferentes demandas e necessidades, mesmo estando na mesma fase e com uma relação parecida entre peso e altura. “Alguns bebês precisam de mais tempo e outros menos, por conta tanto da eficácia da mamada quanto da produção de leite de sua mãe. Por isso, só os dois poderão mostrar qual é a equação exata”, explica. Esse volume também tende a aumentar conforme a idade.

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Para encontrar a medida perfeita, é sempre recomendável procurar um especialista e seguir as recomendações. E sem comparações, cada mãe é única assim como cada bebê é único. Isso apenas serve para te fazer sentir culpada por não se adequar a um padrão, sendo que ele nem existe. A amamentação tem vários benefícios para o bebê, como a diminuição de alergias, risco de obesidade, hipertensão, diabetes ou até um QI mais elevado. 

A livre demanda é o mais recomendado pela especialista (Foto: Shutterstock)

E não é apenas ele que é beneficiado nessa troca: “Vale ressaltar que a mulher que amamenta também diminui, entre outras questões, o risco de câncer de mama, de ovário e diabetes”. Além de ser um ato de amor, o aleitamento materno salva vidas e deve ser estimulado e apoiado. É um dos primeiros contatos do bebê com o mundo e é uma oportunidade para reconhecer os seus limites. “A amamentação propicia ao bebê e a criança a chance de perceber suas reais necessidades. É um aprendizado para a vida”, conclui. 

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