Bebês

Sobrinho de Ana Hickmann opera lábio leporino e diferença impressiona

Isabel Hickmann falou como foi o procedimento de Francisco

Ingrid Campiteli

Ingrid Campiteli ,filha de Sandra e Paulo

Isabel é irmã da apresentadora Ana Hickamann (Foto: Reprodução Instagram / @isabelhickmann)

O sobrinho da apresentadora Ana Hickmann, Francisco de oito meses, passou por um procedimento cirúrgico para corrigir o lábio leporino. A mãe do menino, a modelo Isabel Hickmann, mostrou nas redes sociais o resultado.

A mudança física de Francisco pós cirurgia é evidente na foto compartilhada pela mãe neste último domingo, 14 de julho, que também contou um pouco como foi a cirurgia e que ele ainda irá fazer mais três operações.

“HAPPY NEW LIFE!!! é assim que encaramos essa nova etapa, hoje completamos 10 dias de sorriso novo! Tão lindo quanto o outro, mais sapeca do que nunca! Francisco mais uma vez provou que na vida superamos os obstáculos com alegria e tranquilidade… Entrou no hospital sorrindo, saiu sorrindo. Ainda segue recuperando com a fita adesiva no rosto e tala nos braços (não presentes na foto), mas já vemos inúmeras diferenças principalmente na hora de comer e mamar. Estética? Por alguns foi notado, outros passou desapercebido nos últimos stories da mamãe. O que eu sei é que meu filho continua LINDO!!! Foi a primeira de pelo menos 4 cirurgias, o começo do quebra-cabeças, afinal temos um pálato, uma fenda completa do lado esquerdo e surpresa quando os dentinhos nascerem”, disse Isabel.

A mãe ainda explicou que cada criança tem seu momento. “Mas uma coisa de cada vez, ele segura a minha mão, eu seguro a mão dele e a gente segue juntos. Te amo Chiquinho, obrigada todos os dias! Muitos me perguntaram aqui quando Chico iria operar. Cada criança tem o momento certo, sua hora! E ela sempre chega”.

O post foi feito pela mãe que comemorou a cirurgia do filho (Foto: Reprodução / Instagram)

Ana Hickmann como uma tia babona, expressou o seu amor pelo sobrinho. Depois de revelar que o bebê havia nascido com lábio leporino, a apresentadora fez questão de fazer uma homenagem a irmã e o filho.

“Meus amores, minha vida, minha irmã e meu pequeno lindo Francisco!!! Cada dia que passa você fica mais lindo e forte. Gostoso da dinda. Bel você me enche de orgulho. Super mãe. Estou apaixonada pelas fotos do pequeno príncipe. Francisco nasceu com duas fissuras no lábio e também no céu da boca. Lindo, perfeito e cada dia mais gordinho. Deus abençoe esta família. Amo vocês”, escreveu.

Lábio leporino: entenda o que é e quais os tratamentos

Tem que ficar de olho

Para garantir uma vida mais tranquila, é importante ter o acompanhamento multiprofissional com especialistas em fissuras desde o nascimento até o final da adolescência. Ou seja, ter sempre a orientação de um cirurgião plástico, fonoaudiólogo e um ortodontista Atualmente, o Hospital de Reabilitação de Anomalias Craniofaciais (HRAC), da Universidade de São Paulo, é referência no tratamento de fissuras e oferece auxílio gratuito à população.

Uma dúvida comum é sobre a amamentação e, de acordo com a fonoaudióloga Daniela Barbosa, filha de Manaceses e Maria Salete, a condição não é impedimento nenhum. Ela explica que quando o céu da boca não tem fenda, as dificuldades de alimentação são mínimas. Agora, se a fissura existe, a situação é mais complicada. “São bebês que não têm pressão suficiente para a sucção do leite no seio da mãe e, muitas vezes, precisam da fonoaudióloga para avaliar e testar qual a melhor maneira de acordo com a força do bebê”, explica. Nesse caso, o aleitamento com sonda, chamado de trans lactação, e a utilização de mamadeiras podem ser boas alternativas.

Paciência é tudo

Já nos casos que, mesmo após as correções cirúrgicas, a criança ainda não consegue usar o lábio e o céu da boca de modo adequado para a fala, um fonoaudiólogo pode ajudar. Caso contrário, ela pode acabar tendo voz hiper nasal, mais conhecida como “fanha”. E não se engane, mesmo sendo na região da boca, a fissura também pode afetar a audição. Segundo Daniela, o corte no céu da boca pode alterar a pressão de ar do tímpano, aumentando o risco de acumular secreção no ouvido e gerar uma inflamação, que pode causar perda de audição se não for cuidada.

Durante o tratamento, o ortodontista acompanha a evolução da mordida e da face, principalmente nos momentos pré-cirúrgicos e na troca dos dentes de leite. Mais tarde, é a vez do tratamento com o uso de aparelhos e, para o ortodontista Akkineiw Baptista, pai de Lívia e Rafael, o maior desafio nesses casos é o crescimento facial. “As cirurgias feitas até o primeiro ano de idade são realmente necessárias, mas a cicatriz pode influenciar negativamente no crescimento do rosto e no movimento do fechamento da boca”, explica. O mais importante é que as famílias saibam que existe tratamento adequado e a criança pode levar uma vida normal durante todo o processo.

Mães fissuradas 

Após o nascimento do Bento, Luiza Pannunzio criou um grupo para se comunicar com outras famílias que têm filhos com fissuras labiopalatinas. Essa foi uma forma encontrada para a troca de informações e criação de uma rede de apoio. “A gente tem uma política de indicar as linhas de tratamento, mas nunca dizer que um é melhor que outro”, conta. Foi Luiza também quem nos inspirou e incentivou a trazer esse assunto tão importante à tona. Atualmente, o grupo se tornou a ONG As Fissuradas, que gera discussões em torno do tema. Para aumentar a visibilidade, Luiza também criou a peça e livro intitulados “O menino que não sabia chorar”. A história é lúdica e inspirada no caso do Bento, que não possui um dos canais lacrimais devido à fissura facial.

 

 

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