Xô fake news: veja as pesquisas que realmente importam para a saúde do seu filho

Pesquisas médicas dominam as notícias e é difícil sabe quais resultados merecem sua atenção. Será que alguém poderia selecionar os estudos que realmente importam? Sim, e nós fizemos isso

Resumo da Notícia

  • Notícias circulam sempre e saber diferenciar o que é verdadeiro ou não, é bem difícil! Mas te ajudamos nessa questão
  • Colocamos pesquisas de cólicas, palmadas até sobre vacinas de HPV
  • Estudos bem curiosos também podem te ajudar
Não se preocupe com as fake news! (Foto: Shutterstock)

Em um mundo em que as notícias circulam a todo instante, manter-se atualizada sobre a saúde e o desenvolvimento infantil pode ser uma tarefa difícil – sem contar que é praticamente impossível decidir em quais estudos devemos confiar. Para impedir que você caia em notícias falsas (as famosas fake news), pedimos para que os principais pediatras e editores de revistas médicas americanas compartilhassem os estudos recentes e que ainda estão em andamento, mas que você, pai e mãe, devem saber e estar de olho!

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  • Probióticos podem acalmar as cólicas

A PESQUISA: uma grande revisão de estudos descobriu que dar diariamente gotas do probiótico Lactobacillus Reuteri para o seu bebê reduz significativamente o choro e a agitação por conta das cólicas que são causadas pela amamentação.

POR QUE O ESTUDO É IMPORTANTE: “O microbioma – uma mistura de bactérias boas e ruins que vivem em nosso intestino – é uma área interessante de pesquisa”, explica Alex Kemper, professor de pediatria na Nationwide Children’s Hospital, em Columbus, Ohio, e vice-editor de pediatria. Probióticos contêm microrganismos iguais ou semelhante às bactérias benéficas que estão presentes no nosso organismo. Então, caso você queira tentar dar probióticos para o seu filho, converse com o seu pediatra antes para que ele possa te orientar de forma mais precisa.

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  • As palmadas deixam dano duradouro

A PESQUISA: Uma revisão de pesquisa publicada na revista acadêmica American Psychologist, e feita pelos principais especialistas, concluiu que bater na criança não fará com que o comportamento dela melhore. Além disso, meninos e meninas que apanham são mais propensos a se tornarem adultos que serão usuários de drogas, com problemas com bebida e com tendência ao suicídio, em comparação com aqueles que não foram castigados fisicamente.
POR QUE O ESTUDO É IMPORTANTE: Bater no filho quando ele se comporta mal ainda é uma coisa surpreendentemente comum. Uma estimativa constatou que 80% dos pais fazem isso de vez em quando. Em vez de bater, tente orientar o comportamento do seu filho de forma que vocês criem um vínculo e faça isso na base de conversa, mas sempre dando exemplos com a sua própria atitude.

  • Ações dos pais podem facilitar a ansiedade na criança

A PESQUISA: Mais de 100 crianças de 7 a 14 anos com transtornos de ansiedade foram para uma terapia comportamental cognitiva para ajudá-las a aprender a enfrentar seus pensamentos. Enquanto isso, os pais delas estavam sendo treinados em sessões semanais de aconselhamento sobre estratégias para reagir à ansiedade da criança. Tratar os pais foi tão eficaz na redução dos níveis de ansiedade das crianças quanto um tratamento diretamente para elas, de acordo com o estudo publicado na revista científica Journal of the American Academy of Child & Adolescent Psychiatry.
POR QUE O ESTUDO É IMPORTANTE: Uma em cada três crianças vai passar pela experiência de ter ansiedade clinicamente significativa antes da idade adulta. Apesar de terapia e medicação em casos mais significativos serem tratamentos eficazes, este estudo prova que você, pai ou mãe, pode ajudar muito.

  • A conversa é o que constrói as habilidades de linguagem do seu filho

A PESQUISA: Cientistas cognitivos da MIT – Massachusetts Institute of Technology – testaram e gravaram as habilidades verbais de crianças entre 4 e 6 anos e analisaram como elas e seus os pais conversavam entre si em casa. A maioria do vocabulário dos meninos e meninas foi construído por conta das conversas que eles tiveram com os pais, e não daquilo que escutaram individualmente.
POR QUE É IMPORTANTE: Já se acreditava que as crianças aprendem a falar apenas por ouvir, segundo Jennifer Lansford, professora de pesquisa na Escola de Políticas Públicas de Sanford, na Duke University, nos Estados Unidos. Este estudo faz parte de um conjunto de evidências que sugere que a boa e velha conversa com o seu filho na verdade é muito importante na vida e desenvolvimento dele.

  • A vacina de HPV traz muitos benefícios

A PESQUISA: O papilomavírus humano, o HPV, é uma infecção sexualmente transmissível que pode causar verrugas genitais, bem como câncer de colo de útero, peniano e outros. Um estudo publicado na revista científica Pediatrics, feito por pesquisadores da Universidade de Cincinnati, em Ohio, acompanhou 1.600 meninas ao longo de uma década e descobriu que aquelas que estavam vacinadas tiveram uma taxa de 81% a menos de infecção por HPV.
POR QUE O ESTUDO É IMPORTANTE: O HPV existe há 13 anos, mas muitos pais permanecem desconfiados de que é uma doença nova. Ou seja, têm receio de que o filho seja uma “cobaia” da vacina. Embora a vacinação seja recomendada para idades de meninas e meninos a partir dos 9 anos, nem todos foram totalmente vacinados.

E MAIS:  SEPARAMOS MAIS ALGUMAS PESQUISAS CURIOSAS E QUE VOCÊ PRECISA SABER

De acordo com um estudo da Universidade Estadual de Washington, quando mães e filhos completam uma tarefa frustrante de Lego juntos e a mãe expressa as próprias emoções negativas, as crianças ficavam mais otimistas. Ou seja, reagir à tarefa de maneira sincera e saudável ao invés de tentar esconder é melhor! Crianças que cresceram
ouvindo música junto com os pais relataram melhores relacionamentos quando chegaram à idade adulta, de acordo com um estudo publicado no Journal of Family Communication.

Um estudo da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, mostrou que meninas de 7 a 8 anos preferiram seus alimentos separados em vez de misturados, mas os meninos não se importavam. Uma pesquisa da Universidade
de Michigan provou que pais e crianças interagem mais quando leem livro impresso juntos em vez de livro online. Ao ler de uma tela, os pais foram menos propensos a fazer perguntas ou comentários sobre o enredo.

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