Essências e vivências da responsabilidade afetiva

É preciso parar e refletir sobre o que somos e queremos ser para os nossos filhos e sociedade

**Por Ana Paula Ferreira, professora de Educação Infantil efetiva na rede pública na Prefeitura de Barretos, conselheira do Conselho Municipal de Igualdade Racial- COMIR- Barretos-SP e membro do Grupo de Mães Pretas do Coletivo Pais Pretos Presentes

A resposta a gente irá encontrar juntos (Foto: iStock)

Qual tipo de mamãe ou papai é você? Já parou para se perguntar? Ou melhor, já perguntou para seus filhos? E ao ouvir a resposta, teria medo ou seria temida por eles ao responderem?

Então… Somos adultos, e como adultos acreditamos que precisamos ensinar nossos filhos, garantindo a melhor educação escolar, conduzindo suas vidas de maneira que tenha sucesso e prosperidade.

Mas… Já pensou que um bom educador é um eterno aprendiz? Pensando nisso, te convidamos a sair do seu lugar de adulto e assumir um papel de aprendiz, pois se assim o fizer, diante de uma criança estará uma outra matriz materna ou paterna.

Como aprendiz, iniciará um caminho de construções, desconstruções, aceitações, desafios, resiliência, limitações, descobertas, emoções, certezas, incertezas, choro e alegrias que parecem um novelo, mas se puxar a ponta dessa linha, irá costurar desejos, saberes e vivências.

E não importa em que ponto esteja, nós podemos desmanchar e retornar a tecer uma malha de escuta, amores, dores (pois, também fazem parte), mas serão verdades que protegem e agasalham.

A maternidade é uma troca constante (Foto: Arquivo Pessoal)

Deixo aqui uma passagem do livro “Os bebês e suas mães” para expressar esse sentimento:

“A minha maternagem

Descobri assim,

Encontrei o melhor de mim,

Me enxerguei de verdade, adquiri uma passagem,

E iniciei a viagem,

Com diálogos, honestidade e pouca bagagem…

Se quiser embarcar e me acompanhar,

É só se sentar com o seu filho brincar,

E no meio da brincadeira, sempre investigar,

Sem culpa e nem amargura,

Mas com perdão e muita doçura.”