Qual é o seu lugar?

“Todas as coisas encontram o seu lugar quando a gente encontra o nosso”

Na visão sistêmica, a ordem nos leva para nosso lugar de força. Mas que lugar é esse? O nosso lugar. O lugar de filhos, pais, parceiros, profissionais: os papéis que escolhemos para nós. Quando atuamos do nosso lugar temos força, do contrário, vamos nos deparar com tensões e bloqueios. Sem perceber passamos a sair do nosso lugar para tentar resolver o problema do outro ou até mesmo querendo salvá-lo de algo ou de alguma situação.

Autoconhecimento é fundamental para lidar com a vida
Autoconhecimento é fundamental para lidar com a vida (Foto: Getty Images)

Olhando para Astrologia, existe uma ordem e um respeito na posição dos planetas. Uma dança sincrônica entre eles e uma beleza na hierarquia desse movimento. A hierarquia é a precedência. Respeitar a precedência traz fluidez. Assim como o desrespeito leva à conflitos.

Trazendo para a família, na precedência sabemos que os pais chegaram primeiro e dão a vida a seus filhos. Da mesma forma, o primogênito chegou primeiro, depois o segundo irmão e assim vai. Com isso, todo membro da família ocupa o lugar que lhe cabe. Num casamento, parceiros são iguais. Nenhum é maior que o outro. Existe o equilíbrio da troca, 50% de responsabilidade para cada um. Só vamos para as potencialidades de nosso mapa astrológico quando estivermos no nosso lugar. Por isso, hoje fica a reflexão: qual é o seu lugar?

  • Enquanto filha/o?
  • Enquanto mãe/pai?
  • Enquanto amiga/o?
  • Enquanto parceira/o
  • Enquanto profissional?
  • Enquanto líder?
  • Enquanto seguidor nas redes sociais?

Na maioria dos atendimentos que faço, vejo que os filhos estão no lugar de pais dos seus pais, parceiros estão no lugar de pais dos seus parceiros. Isso pode ser a raiz de muitos emaranhamentos e de bloqueios. Quer ver um exemplo? Uma filha que trata a mãe como se ela fosse uma criança incapaz pode ter dificuldades de engravidar, porque esse lugar de “Mãe”, ela está ocupando com sua própria mãe. O equilíbrio aqui, seria ajudar essa mãe, mas com respeito e uma postura interna de compreensão e gratidão ao invés de peso e responsabilidade.

Ou, outro exemplo: um filho que trata a mãe como parceira, dificilmente irá se comprometer em um relacionamento a dois, pois esse lugar já está ocupado pela mãe ou irá atrair parceiras indisponíveis. Ou filhos que têm autoridade sobre seus pais, trazendo conflitos entre os casais.

No nosso lugar tudo é leve. Ajudar os pais num lugar de respeito é estar no lugar de filho. Se posicionar com seus filhos com autoridade amorosa é estar no lugar de pais, compartilhar com um parceiro sem querer mudar ou resolver suas questões é estar no seu lugar de parceiro.

Na Astrologia Sistêmica Familiar podemos identificar o que pode estar nos tirando desse lugar: como lealdades familiares, feridas que ainda sangram, máscaras que criamos. E por trás de cada posicionamento existe uma força potencial. Nosso Mapa é como no céu, uma dança harmônica de poderosas potencialidades. Todas as coisas encontram o seu lugar quando a gente encontra o nosso!