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Seu filho precisa aprender cada vez mais sobre as novas tecnologias: saiba porque

Pra ajudar nossos filhos a viverem num mundo cheio de máquinas, é bom saber conversar com elas desde cedo

Estamos no meio da transformação digital! (iStock)

Estamos no meio da transformação digital. E é fato que ela já está causando grandes impactos nas nossas vidas. Há 5 anos, quando a Bia nasceu, o mundo era bem diferente. E certamente será muito diferente quando as minhas filhas ingressarem na universidade.

Que profissão elas escolherão? Além de ser curiosa sobre essa decisão, que será só delas, preciso pensar e, desde já, planejar a minha parte nesse processo. Uma boa reserva financeira, notas do ENEM e o aprendizado de um segundo idioma eram suficientes. Mas os tempos mudaram!

Diversos estudos afirmam que 85% das profissões que existirão em 2030 ainda não têm nome. Inteligência artificial e a vida cada vez mais automatizada mudarão muita coisa ainda. Então, como fazer esse planejamento, assim, às cegas?

Ajudá-los a aprimorar características que as máquinas não conseguem oferecer é um primeiro passo. Eles precisarão saber ser cada vez mais humanos! Empatia, afeição, habilidades criativas-artísticas-comunicacionais já são essenciais para não precisar competir com as supermáquinas.

O segundo é educá-los para entender o universo das máquinas e das tecnologias, principalmente as digitais. Será necessário saber “conversar”, falar o idioma delas. Será necessário saber programar.

Programação é o novo inglês. E nada mais é do que abrir formas de dialogar com as máquinas e criar meios para que elas nos sirvam (e não nós a elas). Aprender a criar hipóteses, usar bem os recursos disponíveis, compreender as necessidades de quem usará as soluções programadas e o pensamento lógico são algumas das habilidades que a programação ajuda a desenvolver. E aí não importa a profissão escolhida no futuro.

Programação oferecerá a base para ampliar oportunidades. Programar pode parecer um bicho de sete cabeças, mas é mais simples do que parece. Eu, na adolescência, aprendi a programar. E ainda hoje o pensamento computacional é ferramenta essencial pra mim porque me ajuda a construir pontes de diálogos entre as gerações e entre pessoas e novas tecnologias, promovendo um mundo um pouco melhor.

Conheci esses dias um pai, o Sandro Silva, pai do Vicente, que decidiu escrever o “Meu primeiro livro de programação” para apresentar lindamente a programação para crianças a partir de 3 anos. Fiquei apaixonada pelo livro e deixo essa dica aqui pra você criar os primeiros contatos da sua criança com a programação. Vocês irão se divertir!

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