Matching: conheça a prática criativa que incentiva seu filho a cuidar do dinheiro

A educação financeira é capaz de trazer inúmeros benefícios para o seu filho – ainda mais quando é feita de forma criativa. Conheça o matching, que vai ser seu aliado nesse momento!

Uma dica muito eficaz para ensinar aos filhos a poupar é o tal do matching. Vem do verbo inglês to match, que significa corresponder, combinar, igualar. Acho esse conceito muito sedutor. Tanto que é super usado em caso de doações. Já ouviu falar disso? Uma pessoa lança um desafio: se uma instituição arrecadar um número X de doação, ela promete fazer o matching, quer dizer, dar um valor equivalente para a mesma instituição.  Ou seja, doação em dobro!

Fiz a mesma coisa com meus filhos quando crianças. Foi um super incentivo. Aconteceu logo que eles começaram a ganhar mesada e entender o conceito de poupar. Prometi para eles que, no final do ano, somaríamos o que eles conseguiram poupar da mesada e eu faria o matching. A ideia era estimular a poupança. E deu certo.

Acho que o mecanismo, quando eles crescem, pode se sofisticar. Dá para oferecer mais, conforme guardem mais. Tipo, se guardarem até 30% do que ganham você faz o matching do mesmo valor, se economizarem 50% do que ganham você pode oferecer um prêmio maior, tipo 150% do economizado. Você pode determinar as recompensas conforme o estilo do seu filho. Tenho uma amiga que decidiu dar um bônus, mas que era para ser gastado, porque ela achava que o filho estava ficando pão duro. Além do matching, ela dava um valor menor, separado, que era para um programa ou uma pequena compra. A ideia era ensinar a poupar, sim, sem que ele deixasse de aprender a gastar um pouco.

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O seu gilho vai aprender de vez a cuidar do próprio dinheiro (Foto: Reprodução / Getty Images)

Se você resolver abraçar a prática, tome o cuidado de acrescentar uma cláusula de retenção, ou regras para saque — tipo só poderá ser feito devido a uma combinação pré-estabelecida, para uma compra definida em comum acordo. Senão eles vão querer fazer como meu filho Tiago que, no segundo ano do matching, em janeiro, logo depois de termos fechado os valores do ano anterior, queria desaplicar quase tudo o que havia poupado para uma compra à toa. Engraçadinho, a economia seria o que eu dei e ele ia gastar o que havia economizado. Disse: “Não, não, não.” E falei que eu também tiraria o valor correspondente, caso ele fizesse o saque. O dinheiro continuou na poupança, ainda bem!

Optar pelo matching é um jeito de ensinar aos nossos filhos para o que serve o dinheiro: gastar sim, mas também para poupar; com o incentivo, eles criam o hábito de guardar.