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Nova estatística para Autismo: 1 em cada 44 crianças nascem com o Transtorno

Quanto mais informação sobre autismo, melhor - Getty Images
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Publicado em 05/01/2022, às 08h28 por Mayra Gaiato


A cada dois anos, o CDC (Center of Diseases Control and Prevention), órgão de saúde dos Estados Unidos realiza uma pesquisa estatística e atualiza dados referentes à quantidade de pessoas com TEA – Transtorno do Espectro Autista. Em dezembro, novos dados alarmantes sobre o aumento do número de casos em crianças: a cada 44 crianças, atualmente, uma é autista!

Quanto mais informação sobre autismo, melhor
Quanto mais informação sobre autismo, melhor (Foto: Getty Images)

Esse número vem crescendo muito nos últimos anos e assustando muitos pais que já têm ou pretendem ter filhos. O autismo está cada vez mais próximo de nós, em nossos grupos familiares e de amigos. São muitas crianças nas escolas, nos parques e milhões no Brasil (cerca de 2 milhões).

E, por que isso está acontecendo?

Nos últimos anos, os critérios diagnósticos para autismo foram modificados e ampliados. Mais comportamentos e foram definidos como pertencentes ao conjunto de comportamentos que fazem parte do TEA. Com isso, mais crianças foram identificadas, principalmente os casos mais leves, que precisam de menor nível de suporte.

O aumento do conhecimento sobre o transtorno, aliado à quantidade de estudos científicos sendo feitos e divulgados à comunidade médica, escolar e à população geral faz com que mais pessoas tenham acesso ao diagnóstico.

Houve substituição de outros diagnósticos, tais como deficiência intelectual, transtorno global do desenvolvimento, transtornos de linguagem, entre muitos outros, pelo diagnóstico de autismo.

Outras mudanças sociais e ambientais estão sendo pesquisadas e relacionadas ao autismo, como idade parental mais alta na atualidade, agrotóxicos e poluição, porém ainda sem comprovação.

Assim como novos dados são descobertos para a identificação do TEA, o mesmo ocorre para novos protocolos de tratamentos. Muitos estudos estão sendo realizados e nos mostrando resultados promissores sobre o uso de terapias comportamentais com estratégias naturalistas para o tratamento de comportamentos disruptivos e possíveis prejuízos que as pessoas com o transtorno podem apresentar. Está comprovado que o início dos cuidados feito de maneira precoce melhora muito o prognóstico, ou seja, o desenvolvimento é melhor em crianças que recebem estimulação antes dos dois anos de idade.


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