Reconstruindo laços de família

Quando seguia meus instintos e demonstrava extrema empatia, me conectava melhor com os meus filhos. Encontrei sentido no mix entre Parentalidade Positiva e Consciente e digo que elas também me encontraram

Os caminhos da parentalidade positiva e da parentalidade consciente chegaram para mim muito de mansinho, quase que gritando no meu ouvido: “Vem, me conheça! Isso pode te salvar!”. Algo em mim me dava uma certeza muito forte de que tudo que a gente estava fazendo em casa com as crianças e que era no automático, estava errado. A falta de lógica no tal do “castigo” sempre me incomodou muito. Ao mesmo tempo, pedir atitudes e raciocínio lógico para uma criança em crise – de choro, manha ou birra, também não fazia sentido.

Às vezes, é preciso dar um passo para trás e repensar (Foto: iStock)

Sempre que me colocava no lugar dos meus filhos e buscava pensar com a cabeça de uma criança – especificamente dessas crianças que julgo conhecer razoavelmente bem – as coisas pareciam se encaixar melhor. Comecei a buscar entender o que eles estavam sentindo e passei a mergulhar junto na “dor” deles, mostrar compreensão, deixar chorarem se fosse o caso, antes de voltar ao meu papel de mãe, orientadora e guia. Sempre dizia (e ainda digo para o meu marido) aceita o eles trouxerem e abrace – no sentido figurado e literal.

Aos poucos eu comecei a perceber que quando seguia esses meus instintos e demonstrava extrema empatia, me conectava melhor com os meus filhos. Eles se sentiam mais compreendidos, acolhidos e se abriam mais comigo. E no final, ainda conseguia resolver a situação de crise com mais agilidade.

Há dias que toda a teoria vai pro ralo. Dia desses eu postei sobre o processo “hora de dormir” e de como os mais velhos me enrolam toda noite. Tudo acontece aqui bem na hora de irem para a cama. É fome, é dor de barriga, é choro, é um problema que lembraram que tiveram na escola… Cada dia é uma coisa. E cada dia eu busco uma nova saída para atender a esse pedido de atenção sem ser grosseira e ainda conseguir construir algo positivo para nossa relação. Já cheguei a dizer para deixarem o cocô no vaso que eu queria ver se tinha cocô mesmo. Hahaha. Calçar os sapatos do outro é um exercício árduo. Um exercício que precisa de repetição e resiliência, especialmente quando esse sapato é bem menor que o nosso pé. Precisa de “saco” também. E nem sempre a gente está com a paciência (de jó) necessária.

Mas sabe, o simples ato de sair do automático e acalmar o adulto em mim que queria dar um berro para acabar logo com aquela briga entre os irmãos, por exemplo, já faz diferença. A lógica que partia de mim, mudou. Eu, como fio condutor da casa, comecei a perceber que a dinâmica precisava mudar radicalmente e assim passei a estudar quais seriam as minhas opções.

Encontrei sentido na “parentalidade positiva” e no mindful parenting (parentalidade consciente) e digo que elas também me encontraram. Estava prontinha. Compreendi que o que eu buscava para a minha família já estava por aí, já tinham inventado e dado nomes bastante apropriados, e que eu poderia me beneficiar sem ter que reinventar a roda. Recomendo! Está na moda, eu sei, mas hoje vejo o quanto isso tudo sempre esteve de alguma forma quietinho dentro de mim e em tantos outros lares pelo mundo. O estudo apenas conectou todos os pontos.

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