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Dia 19 de março, dia de São José. E você com isso?

Tenho amigos aqui que tiveram que ir em até três festas diferentes nesse dia dos pais

Esperei o dia 19 de março passar para falar dele (Foto: Getty Images)

Ah, siiiiim, claro, você pode estar pensando que eu pirei de vez e resolvi falar de uma coisa que aconteceu ontem…  Como assim, gente? Nesses nossos tempos frenéticos, com redes sociais alucinadas dando o tom, tudo é “velho” dois minutos depois que acontece, não é assim?

Então… #sóquenão! rsrsrsrs. Eu justamente ESPEREI o dia 19 passar para falar de uma coisa que acontece todos os anos e que aqui em Portugal é super hiper importante. Dia 19 de março é o dia de São José, padroeiro da família, e por isso mesmo foi escolhido para ser o dia em que se comemora o Dia dos Pais.

Notícia velha em cima de notícia velha… Eita, Mônica! Tá sem assunto? Calma! Não estou, não. E nem tão pouco quero falar de religião. É que para contar para você o que vi aqui e que me fez pensar em como a gente vem se relacionando com o nosso Dia dos Pais aí no Brasil, precisei de tempo. A data é realmente da família. Mobiliza de uma forma carinhosa, terna, muito comovente. É festejada nas escolas tooooodas em grande estilo.

Tem teatro, desenho, música, apresentações das mais variadas, oficinas, tipo o pai rebola, participa pra caramba e as crianças se esmera, em mil surpresas e “exibições” daquelas que a gente ama, se derrete, enfim… Você sabe exatamente do que estou falando. Cartas, desenhos, aquelas obras de arte todas que eles fazem e que a gente adora, guarda, manda emoldurar, enfim, kit completo de delícia. Mesmo nas aulas “extras” a comemoração corre solta. Mas muito mais potencializado, mais emocionante.

A data “existe” e de forma emocional. Tenho amigos aqui que tiveram que ir em até três festas diferentes nesse Dia dos Pais, tipo na escola mesmo, na ginástica e na aula de música. Um amigo brasileiro que só foi na festa da escola e achou que estava bom (ele acabou de chegar por aqui, está aprendendo…) levou fora de TODO MUNDO. Tinha que ir em tudo! Maratona, sim! E tuuuuudo bem. Tudo maravilhoso. É assim que é.

Agora, sabe o que é mais louco? Foi essa ficha que demorou para cair na minha cabeça… É que  junto com essa overdose de comemoração e festa entre as crianças e seus pais, não tem presente-presente, tipo comprado. É, cara… Não tem anúncio na tv, na rádio, nos jornais, nem na revista, NADA. Não tem bombardeio. Não é, definitivamente, uma festa de consumo. Se tiver, é tão light que minhas anteninhas aqui não conseguiram captar. E olha que eu circulo. Tô bem ligada! Adorei isso. Adorei muito.

Dá pra sentir a diferença no ar. Obviamente, eu que sempre fico fazendo os paralelos, querendo aprender aqui para contar para vocês, e aí refletir sobre essa nossa tarefa de criar nossos filhos, vi como essa data aqui é mais doce, mais terna, leve e mais gostosa por isso mesmo. Foco no lugar certo. Foco na relação entre pais e filhos. Não passa pelo comércio formal. Não tem aquela camiseta burocraticamente embrulhada, ou sei lá o que comprado sei lá por quem – porque obviamente a criança não compra nada – para um pai que não está nem ai com aqueles presentes que acabam por ficar sem significado…

Que fique claro: não tenho NADA contra comprar presentes em lojas. Adoro dar (e receber!) presentes. Quem não? Com Antonia, então… Affffffff!  Acho que compro pelo menos uma coisa por dia para minha filha até hoje. Juro! Pode ser um durex enfeitadinho, uma caneta, o chá que ela ama, uma revista… Todo dia tem um “mimo”. Sem falar de presente-presente mesmo, pra valer, caro… Faz parte. É assim, é gostoso, tudo certo.

O ponto que quero chegar você já entendeu: não podemos vacilar e trocar o enorme prazer de comemorar o Dia dos Pais, por exemplo, com o que há de melhor na vida que é  a PRESENÇA. Não o presente. O bilhete ou o desenho que, feito pelo filho, vale todos os dinheiros do mundo.

Fora que, mesmo para quem não é católico, comemorar o Dia dos Pais no Dia de São José é mais romântico, simbólico e bacana que “um dia qualquer”, né?

Ok, ok, ainda não passei Dia das Mães aqui. Tá chegando. Juro que conto com imparcialidade.

Mas já adianto: a Páscoa está chegando para mim aqui e para você ai do mesmo jeito, certo? E por aqui não encontrei ainda aquele mar de ovo de Páscoa pairando sobre nós no super mercado. rsrsrsrsrs  Se é que você me entende…. rsrsrsrs

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Acabou o carnaval. Acabou mesmo?

Estamos aqui, sim!