Colunistas

Eu vim com três malas e muita vontade

Minha ideia é, com essa coluna aqui no site, ir contando para você o que eu estou aprendendo e vivendo nessa nova vida

Mônica Figueiredo é nossa colunista e correspondente em Lisboa (Foto: arquivo pessoal)

Aluguei um apartamento “provisório” até ir para o meu definitivo. Para poder procurar minha futura casa com calma, sem gastar fortunas que não tenho, em hotel.  E este meu  primeiro apartamento  é uma cave, o que aqui é muito comum. Você sabe o que é? Isso mesmo: uma espécie de porão das grandes casas de antigamente, que hoje, reformadas e independentes, se alugam como um apartamento. Normalmente são para lá de charmosos.

casa provisória da Mônica em Lisboa (Foto: arquivo pessoal)

Essa que estou é especialmente interessante porque é quase um “rés do chão”. E rés do chão são apartamentos que, como o próprio nome diz, ficam no térreo. Porém em Lisboa, uma cidade de muitas colinas, muuuuuitas ladeiras e curvas, térreo não quer necessariamente dizer “plano”. Entendeu tudo, né?

A janela da cozinha dá para ver a calçada, no mesmo nível que ela. Um passo mais pra frente fica a porta, um metro e pouco mais baixa que a janela. Sim, a entrada da casa é uma rampona. E eu adoro. Olha as fotos.

Da janela da cozinha dá para ver a calçada (Foto: arquivo pessoal)

A entrada da casa é uma rampa (Foto: arquivo pessoal)

Essa é uma casa muito, muito portuguesa. Mesmo tendo sido toda reformada, eles mantiveram as características que amamos, que dá prazer em morar aqui. Fogão dentro da antiga “chaminé”, que era o fogãozão de antigamente, quase uma lareira. Paredes grossas… E não tem área de serviço.

A casa é muito portuguesa, sem área de serviço (Foto: arquivo pessoal)

Roupas lavadas secam na janela. Imensos varais nas janelas, expondo como bandeiras nossas roupas… Mesmo nos apartamentos mais modernos, reformados, e tal, a área de serviço é bem coisa rara. Normalmente a máquina de lavar fica na cozinha. É conceito, mesmo. Área de serviço seria uma área “perdida”.

Não estou sentindo falta de quase nada que deixei para trás (Foto: arquivo pessoal)

Minha ideia é, com essa coluna aqui no site, ir contando para você o que eu estou aprendendo e vivendo nessa nova vida. Diferenças, semelhanças… Eu vim com 3 malas e muita vontade. A grande novidade, para mim mesmo: não estou sentindo falta de quase nada que deixei para trás. Estou falando de coisas materiais, óbvio. Gente é outra coisa.

E dos meus amigos, sinto MUITA falta. Da rotina do dia a dia na P&F também. Mas enquanto estou lavando louça na minha pia linda, com uma água bem quentinha e fico vendo só o pé de quem passa pela minha janela…. Olha, confesso: vem um suspiro lá do fundo da alma, um supiro profuuuuuuundo, de também profundo agradecimento. Sabe qual é? Aquele mesmo….  Hummmmmmmmmmmm! Obrigada, vida!

Leia também:

“Não tem certo. Tem seu jeito”, afirma Mônica Figueiredo

Mônica Figueiredo tem um conselho pra você: “Não tenha pressa para ser feliz”

Mônica Figueiredo comanda mais uma vez a apresentação do Seminário Internacional Pais&Filhos