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A pressa que o tempo tem

Tempo, relaxa aí, vai!

(Foto: iStock)

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Se tem uma coisa que me emociona e ao mesmo tempo me dá uma saudade gigante, são essas lembranças do Facebook. É por elas que eu percebo como o tempo está passando rápido, quanto a vida corre a passos largos e sem olhar para trás. Ontem o Gabriel era um menininho sapeca que imitava o pterodáctilo. Hoje tenho um pré-adolescente em casa.

Rafinha ainda tem um quê de bebê, mas a cada dia entra mais na fase do menino médio-grande. Ele ainda tem algumas manhas e manias que me fazem lembrar essa fase gostosa dos 2 ou 3 anos, e aí o coração se aquieta. É gostoso me aninhar com ele na cama, e ele ainda cabe em meus braços. Gabi, não, ele já calça o mesmo número que eu e já tem um peso que eu não consigo carregar.

Saudade do tempo deles pequenos, da molecada, das palhaçadas e até do chororô manhoso. Saudade do mundo off-line, das descobertas e das interações com brinquedos, massinhas e bonequinhos. Tempo, relaxa aí, vai!

Claro que cada fase é uma fase, e é uma delícia descobri-las. Vê-los crescendo é maravilho, e acompanhar um traçando a própria vida e o outro entrando na fase de criança independente é surpreendente.

Mas o papo hoje é saudade. Saudade do cheirinho de leite, dos primeiros passos, do menino só de fralda, do pedido de colo só para se aninhar em meu cangote. Saudade das palavras erradas (morangotango, pacacete, pacagaio…) e das risadas dobradas. Saudade dessa fase que passa muito, muito rápido.

Vontade de vê-los crescendo, mas saudade do tempo que já passou.

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