Ter filhos com idades diferentes é um desafio, mas um grande presente

Entre os primeiros passos e a adolescência: Sofia, de 11 anos, e Noah, de 3, me ensinam diariamente os prazeres da maternidade

Eu acho esse tema superinteressante até porque eu mesma sempre tive muita curiosidade em volta dele. Os meus dois filhos foram planejados. Sofia nasceu em 2009. Foi uma alegria só. Pensa num bebê desejado… Sofia viveu por 8 anos como filha única. Claro que depois que ela nasceu, aos 3 anos de idade dela mais ou menos já vieram as cobranças, as perguntas: “E aí? Vão fazer um irmãozinho pra ela?”. Não me incomodava, já que nós mesmos nos perguntávamos.

A maternidade traz muitos aprendizados e sou muito feliz e realizada com dois filhos (Foto: Shutterstock)

Sempre ouvia falar que essa era a diferença perfeita, porque aos 3 anos a criança já não tem tanta necessidade de ser amamentada, já anda, fala, praticamente desfraldada, vai pra escolinha e assim já emendava outro pra não perder o ritmo… Mas o que pegou mesmo foi a falta de tempo, grana e coragem. Queríamos muito um irmão pra Sofia, claro. Mas a falta de rotina, as dificuldades financeiras que às vezes nos cercavam fez com que adiássemos o plano. Hoje posso afirmar que foi a melhor decisão.

Quando eu fiquei grávida do Noah, Sofia pôde participar de cada momento até a hora do parto. Viu o primeiro banho dele e ficou encantada. Ciúmes é muito normal entre irmãos, e acredite, o Noah tem mais ciúmes dela que ela dele rsrs… A Sofia hoje está com 11 anos e Noah com 3, e é uma delícia ver a relação dos dois. Cada um tem uma personalidade totalmente diferente. O Noah não poderia ter tido uma irmã melhor, ela é superpaciente. Me ajuda muito. Principalmente agora como mãe solo. Dá gosto de ver como ele a admira e como ela o paparica.

O maior desafio é se dividir, ou melhor, se multiplicar pra lidar com diferentes fases. Tenho que admitir que é desgastante. Enquanto o Noah quer brincar muito, quer chamar minha atenção o  tempo todo, e depende de mim pra praticamente tudo, a Sofia por outro lado se deixar não me procura pra nada, mas sou eu quem precisa se antecipar, vigiar o tempo todo, ensinar, aconselhar, olhar as redes sociais, estar por dentro do que ela assiste, o que ela ouve, quem são os melhores amigos, perguntar, tirar celular, devolver celular, tirar a chave do quarto, devolver a chave do quarto…

O Noah é um cansaço físico, Sofia um cansaço mental, digamos assim. Ainda assim achei que valeu a pena esperar, sentir saudade de ter um bebê, ver a mais velha participar e observar o crescimento do irmão, enfim… A diferença grande de idade tem seus prós e contras e o que a gente precisa mesmo é rebolar, dar um jeitinho aqui outro ali, se desdobrar, e olha que a gente dá conta porque o mais importante a gente tem de sobra, que é AMOR, muito amor. Tanto que nem sei.

E é isso que me preenche, me completa e me motiva todos os dias da minha vida. Lembrando que essa coluna tem o intuito de fazer você, leitor, embarcar nessa viagem junto comigo se sentindo abraçado, compreendido, e ver que estamos juntos nessa aventura. Prontos para o próximo desafio? Até breve!