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Cachorro e gravidez: como adaptar?

Ter um filho não é motivo para abandonar um animal

Foto: iStock

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Para quem considera o cão como um verdadeiro membro da família, não há como negar o imenso elo que a gente cria com eles. É uma conexão e amor tão grandes que só quem tem um peludo em casa conseguiria me entender (ou por acaso olhasse o rolo da câmera do meu celular, rs). Por isso, não me causa espanto ouvir mulheres grávidas aflitas com a chegada do bebê. As dúvidas são muitas!

– “Será que o pet vai morrer de ciúme?”

– “Ele vai entender o que está acontecendo?”

– “Meu cachorro vai ficar arrasado quando eu não der mais tanta atenção a ele?”

– “Ele vai saber como agir com o bebê?”

Se você chegou até este texto, eu tenho certeza que ama o seu cão de forma incondicional, mas não custa reforçar e espalhar a mensagem: ter um filho não é motivo para abandonar um animal. Aliás, não existe nenhum motivo plausível, vamos combinar! E eu garanto: é possível, sim, fazer uma adaptação tranquila e deixar a chegada do bebê ainda mais especial até mesmo para o pet. E tudo começa, claro, na gravidez!

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O início de tudo

A sensibilidade dos cachorros é algo que ainda nem chegamos perto de entender, mas quem nunca ouviu (ou viveu) uma história de um animal que pressentiu a gestação e passou a deitar na barriga da futura mamãe? Então, a minha dica é aproveitar todo esse dengo e incluir o animal em toda a preparação desse período.

Sabe aquele sapatinho que ganharam assim que anunciaram a notícia da gravidez? Deixe o cãozinho cheirar (de forma que ele não possa roubar e estragar) e, enquanto isso, ofereça um petisco gostoso e faça elogios. Isso serve para todos os itens do enxoval. A ideia é associar o mundo da criança com coisas positivas. Lembre-se de fazer tudo isso de forma calma, falando baixo e acariciando o pet bem devagar.

Outra orientação é passar a interagir com o pet no quartinho do bebê ao menos uma vez ao dia, já que aquele ambiente será o mais frequentado da casa por um bom tempo. Sente-se para ler um livro, por exemplo, e incentive o cachorro a deitar nos seus pés e curtir a companhia relaxado. Mais uma vez, não deixe de elogiar esse comportamento.

Outro ponto importante é pensar em possíveis sustos que o peludo pode tomar com a chegada do bebê. Isso inclui carrinho, brinquedos como chocalho e até mesmo o próprio choro da criança. Então, apresente esses estímulos ao animal de forma gradativa, sempre associando com guloseimas, elogios e carinho. Por exemplo: enquanto o pet devora seu ossinho preferido, empurre sem alarde o carrinho pela sala ou mexa na cadeirinha de carro. Ou ainda coloque para tocar áudios com choros e risadas de bebê no momento em que o cachorro está feliz e brincando. Comece no volume mais baixo e vá aumentando aos poucos, sempre observando a reação do animal para não causar estresse.

Se o pet já demonstrou sinais de ser ciumento, uma dica que pode soar estranha é vestir uma boneca com uma roupa do bebê. Interaja com o boneco como se fosse real e intercale momentos de atenção ao animal, oferecendo recompensas. Ou seja, mostre ao peludo que o a criança só vai trazer coisas boas a ele. E não deixe de consultar um adestrador para garantir a segurança de todos.

Nas próximas colunas, falarei do que fazer quando o bebê nasceu e for para casa, não perca!

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