5 dicas para melhorar o aprendizado do seu filho durante as aulas online

A forma de ensinar e aprender mudou muito durante este ano. Aqui vão algumas sugestões para continuar o ano letivo sem grandes complicações!

Resumo da Notícia

  • O ensino mudou completamente durante este ano
  • Aprender online pode não ser uma tarefa tão simples para todas as crianças
  • Aqui vão 5 dicas para melhorar o aprendizado do seu filho durante as aulas online

A rotina de todos nós foi altamente modificada durante o isolamento social e as crianças não ficaram fora disso! Trocar as aulas presenciais pelas à distância pode trazer uma série de dificuldade para as crianças – ainda mais feito assim de uma hora para a outra. Pensando nisso, aqui vão algumas dicas que poderão tornar as aulas online um pouco menos complicadas durante esse 2° semestre:

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5 dicas para melhorar o aprendizado do seu filho durante as aulas onlines (Foto: Getty Images)

1. Ajude seu filho a criar um espaço de estudos

Com a rápida transição das escolas para o ensino à distância, pais e filhos provavelmente tiveram que criar um espaço improvisado para os trabalhos escolares. Agora é a hora de ajudar seu filho a estabelecer um espaço que será dedicado e que seja propício para uma aprendizagem focada e eficaz, indica Megan O’Reilly Palevich, M.Ed., chefe da escola na Laurel Springs School, uma escola particular online dos Estados Unidos, que oferece ensino à distância há quase 30 anos.

“Com muitos pais trabalhando remotamente e alunos aprendendo online, a ‘casa’ se transforma e vira um espaço de lazer, convivência, escritório e sala de aula simultaneamente”, diz ela. “Criar estações de trabalho separadas e silenciosas para pais e filhos, sempre que possível, pode ajudar a aliviar distrações, estresse e conflitos”.

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Julia McFadden, uma arquiteta da Svigals + Partners que já projetou espaços educacionais, sugere a utilização de um quarto extra ou quarto de hóspedes, se possível. “Em geral, deve-se tentar criar três tipos de áreas, que podem ser próximas ou espalhadas”, diz ela. Opte por uma área acadêmica para estudar e ter aulas particulares, que pode ser mais formal com uma carteira padrão (mesa de cozinha também funciona). Tente criar um canto de leitura confortável, bem como um lugar para as crianças se dedicarem a coisas como artesanato e outros projetos escolares (que podem ser feitos usando uma mesa de jantar ou uma mesa dobrável). “O objetivo é criar o ambiente mais ideal possível para aumentar o foco, minimizar o estresse e inspirar e nutrir o aprendizado”, diz McFadden.

2. Não se esqueça da atividade física!

A educadora Janet Wolfe, diretora da IDEAL School of Manhattan, uma escola de inclusão independente em Nova York, incentiva os pais a fazer o que puderem para manter as crianças envolvidas em atividades divertidas e que envolvam alguma movimentação. Afinal, pesquisas sugerem que o aumento da atividade física e da aptidão física pode melhorar o desempenho acadêmico.

“Quanto mais ativas as crianças forem, mais prontas elas estarão para o ano letivo”, diz Wolfe. Ela sugere rotinas simples como uma caminhada diária ou fazer ioga em família.

Isso vai de mãos dadas com a definição de limites de tempo de tela. “A falta de disponibilidade de outras oportunidades sociais mais interativas desde março aumentaram o tempo já excessivo que muitas crianças passam em frente às telas”, observa Wolf. Por isso, é importante tentar regular o tempo que seu filho gasta com tecnologia, incentivando-o a fazer atividades que não envolvam telas, como ler um livro ou brincar com brinquedos.

3. Arranje tempo para a prática de leitura e matemática

A leitura diária – quer você leia em voz alta ou reserve um tempo do seu filho para que ele possa mergulhar nos livros individualmente – pode desenvolver habilidades de pensamento crítico, aponta Wolfe.

Pense em termos de ficção e não-ficção e conversas relacionados à leitura também. “Discutir um artigo de notícias por dia em família é uma ótima maneira de praticar o diálogo respeitoso, abrir conversas sobre eventos atuais e desenvolver habilidades de leitura crítica em crianças mais velhas”, diz Wolfe.

Ao mesmo tempo, você fará bem em envolver seus filhos na prática de habilidades e fatos matemáticos. “Algumas crianças adoram livros de exercícios, mas, para outras, os pais podem tentar criar uma lista de compras baseada em cardápios semanais e em um orçamento”, diz Wolfe. “Esta é uma ótima maneira de praticar a leitura e a escrita, a alfabetização financeira e as habilidades de funcionamento executivo, ao mesmo tempo que reforça os conceitos básicos de matemática“, sugere.

4. Mergulhe em um projeto que faça sentido para as crianças

Prepare o terreno para que seus filhos entrem em um espaço produtivo e revigorado, começando um projeto significativo, sugere Chris Rim, CEO da Command Education, empresa americana de consultoria educacional. “Este projeto deve estar na intersecção das paixões dos alunos e do trabalho voltado para a comunidade”, observa ele. Por exemplo, um aluno interessado em ciências ambientais pode fazer, junto com os pais, uma horta dentro de casa.

O especialista também recomenda procurar oportunidades de voluntariado virtual. Ele incentiva as crianças a explorar opções como hospedar uma campanha de alimentos ou suprimentos, ou entregar mantimentos para os membros idosos da comunidade local. Aprender de forma prática e fazer a diferença para os outros durante esse período difícil oferece aos alunos uma pausa do aprendizado virtual ou híbrido, às vezes monótono, enquanto rejuvenesce seu espírito e energia para o próximo ano letivo.

5. Mantenha o diálogo sempre com seu filho

Mantenha o espaço aberto para que os seus filhos falem sobre as emoções – as positivas e as negativas. Isso pode ajudá-los a se sentirem mais calmos e confiantes. “Faça perguntas abertas sobre como eles estão se sentindo”, recomenda Wolfe. “Com o que eles estão animados? Com ​​o que eles estão preocupados? Envolva-os em conversas sobre como a escola pode estar diferente quando eles voltarem, para que as crianças tenham tempo para se preparar emocional e socialmente para as mudanças que podem esperar”.

“Deixe-os expressar seus medos e preocupações abertamente. Presumimos que as crianças sabem que nós, como adultos, estamos lá para eles, mas conversas abertas são lembretes simples e naturais da segurança que nós podemos oferecer em tempos difíceis”, finaliza.

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