Academia é condenada após discriminar criança autista

O estabelecimento impediu uma aluna realizasse a aula acompanhada de sua filha autista

Resumo da Notícia

  • Academia de ginástica impediu uma aluna realizasse a aula acompanhada de sua filha autista
  • O local foi condenado a indenizar uma aluna por danos morais
  • A conclusão da Justiça foi de uma abordagem constrangedora e discriminatória

Uma academia de ginástica foi condenada a indenizar uma aluna por danos morais após impedir que ela realizasse uma aula de fitdance acompanhada de sua filha autista. A conclusão da Justiça foi de uma abordagem constrangedora e discriminatória.

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Durante o processo contra a academia da cidade de Riacho Fundo, a mãe da criança contou que compareceu a uma das classes em setembro de 2021 e que, um pouco antes do início da atividade, ela foi abordada pelo coordenador do local, que explicou que a filha não poderia ficar dentro da sala onde a aula aconteceria.

Apesar da abordagem, a mulher relatou que outras crianças já estiveram presentes durante as aulas, e que até, em outras ocasiões, a filha acompanhou ela. Diante da situação de constrangimento, a mãe da menina autista pediu a rescisão do contrato da academia, com a devolução de todos os valores pagos e reparação legal.

Criança autista é discriminada em academia de ginástica (Foto: Getty Images)

Já um representante da academia alegou que o estabelecimento estava apenas seguindo as limitações de pessoas dentro da sala por causa da Covid-19, buscando cumprir os decretos do governo 42.478/2021 e 41.918/2021. Além disso, o representante afirmou não ter conhecimento que a garota era autista e que todos os não matriculados não poderiam ficar dentro das salas, e sim, em uma área específica.

No processo, três testemunhas deram depoimentos, uma delas sendo o professor, que afirmou ter recebido a ordem de retirar a menina da sala pelo coordenador, que alegou a reclamação de outras alunas, afirmando que a garota gritava e atrapalhava a atividade. No entanto, o professor explicou que isso nunca havia acontecido.

Já outras testemunhas informara que o pedido de saída da mãe e da filha autista aconteceu antes do início da atividade, após a chamada dos alunos. E também, que em outras situações diversas crianças permaneceram no local da aula, e no dia em questão, apenas a garota estava na sala.