As crianças estão cada vez mais alérgicas e o motivo tem tudo a ver com os últimos tempos

Os estudos mostram que os hábitos têm grande influência no resultado

As reações alérgicas têm apresentado dados cada vez mais altos ao redor do mundo. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 30% da população mundial sofre com alguma alergia e prevê que esse número alcançará 50% até o fim deste século.

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Estudos provaram que as crianças são as principais afetadas pela doença, representando 20% deste número, já que estão com o sistema imunológico em fase de desenvolvimento. Por isso, é importante ficar alerta. 

Os primeiros meses do bebê desempenham papel fundamental, uma vez que é quando acontece o primeiro contato do bebê com os micro-organismos, que podem desencadear ou provocar as reações, variando entre os graus leve e grave. 

O tipo que tem chamado mais atenção dos especialistas, é alergia alimentar, por ser a que mais cresceu nos últimos anos, atingindo 6% das crianças de até 3 anos, segundo a Associação Brasileiro de Alergia e Imunologia (Asbai).

Embora essa seja a que mostre um número mais expressivo, não foi a única que aumentou. As alergias dermatológicas e respiratórias também apresentaram um crescimento. Isso é alarmante, porque afeta a qualidade de vida dos pacientes. 

Colocando os pingos nos Is

Mas afinal, o que causa essas doenças e o que pode explicar esses dados? Para responder essa pergunta, primeiro, é preciso entender o que são as alergias, uma condição em que o organismo não reage de maneira normal em contato com uma substância estranha. 

O que causa a reação alérgica, contudo, não é a presença desse micro-organismo em si, mas da reação do corpo em relação a ele, quando libera uma quantidade de anticorpos maior do que necessária para se defender de uma substância inofensiva. 

As alergias têm causas genéticas e ambientais. Aquelas representam apenas 10 a 40% do grupo. Assim sendo, os pesquisadores entendem que o aumento de casos está relacionado a algumas mudanças de hábito:

  • Aumento dos cuidados com a higiene: cada vez mais os pais limitam o contato da criança, garantindo um lugar superlimpo, reduzir o tempo brincando com animais. A falta desse contato interfere na resposta imunológica mais tarde. 
  • Uso exagerado de antibióticos: essa quantidade desnecessária causa um desequilíbrio da flora intestinal e, consequentemente, afeta todo o corpo. 
  • Crescimento de partos cesárea: ao nascer de parto normal, o bebê já tem contato com algumas bactérias da mãe e cria resistência a elas.
  • Exposição ao cigarro/poluição: já que essas substâncias presentes neles irritam o nariz, conseguindo penetrar com maior facilidade e em maior quantidade no corpo.
  • Maior consumo de alimentos industrializados: que contém essas substâncias estranhas que desencadeiam as reações. 

As mudanças do mundo moderno tiveram um efeito enorme na população e principalmente na nova geração, tornando as alergias uma epidemia, que se não bem cuidada, pode levar à morte nos casos mais graves. Isso se reflete nos dados da ONG Food Allergy Research & Education, em que 1 pessoa procura a emergência de um hospital a cada 3 minutos, por conta das reações. 

Só um médico pode confirmar

É importante destacar que procurar um médico especialista é sempre a melhor opção na dúvida. Desde o diagnóstico até os cuidados ao longo do tempo, tanto preventivos quanto em relação ao tratamento.

O achismo não é suficiente nesses casos e é fundamental investigar para poder seguir com o melhor acompanhamento possível. Se o seu filho apresenta sintomas que se encaixam no perfil das alergias, vá ao hospital.

Com essa confirmação, é possível fazer a prevenção correta. Elas variam de acordo com o tipo de alergia. Resumindo, a melhor forma de fazer esse cuidado é antecipando o contato com substâncias que podem levar a reações alérgicas.

Quanto antes isso for feito, melhor, já que quanto mais nova a criança for, melhor dá para preparar o sistema imunológico. Desde o contato com animais para doenças respiratórias quanto um cuidado com aleitamento materno e introdução alimentar nos casos de alergias alimentares.  

Se o seu filho estiver no meio de uma crise alérgica, vale ressaltar que a primeira medida a ser deve ser afastá-lo do que está causando aquele problema. Depois de sair do foco, procure o especialista.

Esse sempre deve ser sempre o caminho. Se você percebe os sintomas, busque informação e nada melhor do que um profissional para te indicar a melhor opção para garantir a segurança e saúde do seu filho.