Criança

Às vezes, seu filho não é mal criado, mas sofre de Transtorno Opositivo-Desafiador

Os indícios surgem até os oito anos de idade

Ana Beatriz Alves

Ana Beatriz Alves ,Filha de Maria de Fátima

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(Foto: iStock)

Algumas crianças simplesmente não aceitam ordens! E, muitas vezes, é normal até atingir uma certa maturidade para entender o que é certo ou errado. Mas pode ser que a desobediência muito constante seja um indício de Transtorno Opositivo-Desafiador (TOD) que é um distúrbio de comportamento caracterizado por extrema dificuldade em aceitar regras, recomendações e  imposições de outras pessoas, especialmente de autoridades e dos pais.

Clay Brites,  pediatra, neuropediatra, um dos fundadores do Instituto NeuroSaber e pai da Helô, do Gustavo e do Maurício, explica que a intensa oposição persiste mesmo que prejudique a pessoa. “Pode levar a condutas desafiadoras, sentimento intenso de irritabilidade e crises de raiva assim como de vingança.  A presença destes indivíduos em grupos sociais sempre leva a instabilidades e discussões recorrentes.”

Normalmente, tem indícios nos primeiros oito anos de vida e tende a se intensificar na adolescência. E é importante a gente entender que as crianças não são tão diferentes de nós no que diz respeito a querer entender como as coisas funcionam e com as emoções não é diferente.

Ellen Moraes Senra, psicóloga e mãe do Rafael explica que “uma vez que é explicado que o nome daquilo que o paciente sente é raiva e que é uma emoção que todos nós sentimos, pode ser que fique mais fácil para o mesmo compreender que suas reações são provenientes dessa mesma emoção, algo que funciona muito bem é deixar que o paciente explore sua emoção de forma clara”.

O tratamento envolve medicações, terapia de manejo parental, estratégias psicoeducativas e suporte escolar. Se não tratado, A evolução do transtorno tende a ser prejudicial para a criança e família, aumentando os riscos de desenvolver transtorno de conduta, envolver-se com drogas e más companhias, repetência e insucesso na carreira acadêmica e profissional (na fase adulta).

Mas não é qualquer criança que tem TOD, existem já predisposições genéticas e ambientais e associação com outros transtornos  comportamentais e de desenvolvimento como  Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), Autismo, Transtornos de Humor e Depressão.

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