Bebê de 3 meses que morreu por suspeita de espancamento terá órgãos doados pela família

A morte do bebê, que estava internado, foi confirmado nesta quinta-feira, 21 julho

Resumo da Notícia

  • Família do bebê que morreu por suspeita de espancamento confirmou que os órgãos da criança serão doados
  • A criança estava internada devido a diversas lesões cerebrais graves
  • O bebê estava sendo cuidado por um casal de babás, de 19 e 21 anos
   

A família do bebê que morreu por suspeita de espancamento confirmou que os órgãos da criança serão doados. A criança estava internada em Florianópolis, em Santa Catarina, devido a diversas lesões cerebrais graves.

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O caso aconteceu em Caçador, no Oeste catarinense, onde o bebê estava sendo cuidado por um casal de babás, de 19 e 21 anos. A criança estava intubada desde segunda-feira, 18 de julho, depois de dar entrada no hospital com diversas lesões corporais e cerebrais e em quadro de parada cardiorrespiratória. Jesus Alfredo Calvo, primo da mãe da vítima, informou sobre a doação dos órgãos do bebê nesta quinta-feira, 21 de julho, após a notícia que a vítima de três meses não havia resistido.

A Polícia Civil suspeita que as babás, que tiveram prisão preventiva decretada pela Justiça, foram responsáveis pela agressão. Isamar Celeste Rojas, irmã da tia do bebê, contou ao G1 que o bebê tinha fraturas no crânio, costelas quebradas e estava com os olhos roxos.

Ela também explicou a situação da mãe e tia da vítima, que são da Venezuela, e vieram para o Brasil em busca de melhores condições de vida. A tia do bebê explicou o motivo da criança estar com babás: “Nós temos que trabalhar. O marido dela não está aqui, ficou em Roraima. Tem que deixar alguém cuidar dos meninos para a gente trabalhar. Não somos daqui, viemos de outro país, então não é fácil”. A mãe do bebê, que também tem um filho de dois anos, chegou ao Brasil há cerca de um ano.

O bebê tinha fraturas no crânio, costelas quebradas e estava com os olhos roxos. (Foto: Reprodução / Metrópoles)

O casal suspeito de agredir a criança foram presos de forma preventiva após uma audiência de custódia. De acordo com o delegado Fabiano Locatelli, os suspeitos, que foram presos em flagrante, estão indicados por lesão corporal de natureza grave, com a incidência de dispositivos previstos na Lei Henry Borel.