Criança

Câncer ocular atinge crianças de até 5 anos

Se diagnosticado a tempo, as chances de cura são de até 100% do casos

Ana Beatriz Alves

Ana Beatriz Alves ,Filha de Maria de Fátima

looking-through-a-magnifying-glass-picture-id611594636

(Foto: istock)

A gente não gosta de falar de assunto difícil. mas não tem jeito. Tem horas que a gente precisa encarar. Hoje é o Dia Nacional de Conscientização e Incentivo ao Diagnóstico Precoce do Retinoblastoma. É importante você saber porque, de acordo com o Ministério da Saúde, esse câncer é responsável por atingir cerca de 400 crianças por ano no Brasil.

O retinoblastoma é um tipo de tumor maligno que se desenvolve na retina, pode ser hereditário ou não, causar cegueira ou até levar à morte. Por isso, a TUCCA – Associação para Crianças e Adolescentes com Câncer, promove uma forte campanha de conscientização e prevenção com o objetivo de disseminar o conhecimento sobre a doença já que, se diagnosticada precocemente, pode ter cura em até 100% dos casos.

“É essencial detectar o quanto antes a doença, não só para que o câncer seja curado, mas também para preservar o olho e a visão da criança”, explica Dr. Sidnei Epelman, pai de Marco e Fernando e oncologista pediatra e presidente da TUCCA.

Como detectar a doença?

O principal sintoma é a leucocoria, caracterizada por um reflexo branco na pupila, conhecido como reflexo do olho de gato, presente em 90% dos casos diagnosticados. Essa mancha esbranquiçada impede a passagem de luz e, sem luz, as vias óticas não se desenvolvem e atrofiam. Outros sintomas que podem aparecer são estrabismo, vermelhidão, deformação do globo ocular, baixa visão, fotofobia e dor ocular.

É importante que você faça o teste do olhinhos logos após seu filhos nascer e periodicamente até os cinco anos de idade dele. O ideal é que você procure um médico assim que perceber qualquer anormalidade nos olhos do filho.

O Centro de Atenção Integral à Criança com Retinoblastoma, do Hospital Santa Marcelina em parceria com a TUCCA, está equipado para oferecer opções terapêuticas de ponta, como a quimioterapia intra-arterial, uma técnica minimamente invasiva, que trabalha com doses muito menores de medicamentos e, consequentemente, menos efeitos colaterais.

Sidnei explica que o objetivo dessa técnica é conseguir salvar o olho do paciente. “É um privilégio ter a possibilidade de conseguir não só curar, mas salvar o olho da criança. O tratamento padrão é a enucleação (retirada do olho), mas com a quimioterapia intra-arterial podemos salvar o olho e a visão da criança”.

Em parceria com a TUCCA, o Departamento de Oncologia Pediátrica do Hospital Santa Marcelina tornou-se referência internacional no tratamento do retinoblastoma. Eles realizam atendimento integral às crianças com retinoblastoma, sem qualquer custo ao paciente ou à sua família.

Dados estatísticos sobre retinoblastoma no Hospital Santa Marcelina/TUCCA 

  • 40% dos casos são hereditários
  • 90% dos pacientes têm chances de cura quando o problema é detectado cedo
  • 50% das ocorrências da doença ainda são diagnosticadas tardiamente
  • 11% de casos neoplásicos
  • 3ª maior incidência do tipo de câncer
  • Meninos 122 | Meninas 101
  • Média de idade ao diagnóstico: 1 ano e 6 meses
  • Média entre os primeiros sinais e sintomas até o diagnóstico: 5 meses
  • Histórico de câncer na família: 65% Sim | 35% Não

 Leia também:

Conheça as 12 doenças mais comuns no primeiro ano de vida do seu filho 

Sintomas podem indicar doença renal em criança 

Dia Mundial da Tuberculose: uma doença antiga, que ainda merece sua atenção 

Você gostou desse conteúdo?

Sim Não