Caso Rafael: mãe confessa ter usado as próprias mãos e explica motivação

Alexandra Dougokenski prestou um novo depoimento no sábado, 27 de junho, e deu detalhes sobre o que teria acontecido na madrugada em que o filho se foi

Resumo da Notícia

  • A mãe de Rafael Winques prestou um novo depoimento
  • Ela confessou e deu detalhes do que aconteceu
  • Até o momento, Alexandra está presa preventivamente
  • A investigação continua
O corpo do menino foi encontrado na segunda-feira, 25 de maio (Foto: reprodução / Facebook)

Alexandra Dougokenski, mãe de Rafael Winques, que faleceu no dia 15 de maio no Rio Grande do Sul, prestou um novo depoimento à polícia. No sábado, 27 de junho, ela mudou o que havia dito anteriormente e confessou que estrangulou o filho durante a madrugada.

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De acordo com o delegado Eibert Moreira Neto, em entrevista ao Uol, Alexandra teria dado duas doses de Diazepam para o menino e em seguida, amarrou uma corda de varal no pescoço do filho, apertando-a enquanto ele ainda estava vivo.

“Após já ter repreendido ele pelo fato de estar passando diversas noites em claro mexendo no celular, fato que já vinha incomodando, ela resolveu ministrar o remédio para que ele dormisse. Ela foi para cama e, por volta das 2h, acordou e viu que ele ainda estava acordado mesmo após ter tomado o medicamento. Naquele momento ela perdeu o controle da situação e resolveu de fato estrangular ele”, explicou.

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Rafael Mateus Winques, de 11 anos, foi morto em 15 de maio, e mãe, Alexandra Dougokenski, admitiu o que fez (Foto: Reprodução / Pinterest)

Ao ver que Rafael havia caído da cama, ela ainda esperou um tempo: “Quando ele cai, ela sai do quarto e deixa ele asfixiando. Depois de um tempo ela retorna e vê que ele desfaleceu. Ela então vai ao quarto dela, pega uma sacola plástica, pois não consegue olhar para o rosto dele. Com essa sacola, cobre o resto do menino, pega ele no colo e transporta até a casa vizinha, onde tinha uma caixa”.

O delegado explicou ainda que Alexandra não conseguiu ver o que tinha feito e a classifica com um perfil psicológico perfeccionista e metódico. “Ele se debateu, caiu e machucou a costela. Ele tem uma lesão, comprovada na necropsia. Ela não conseguiu acompanhar a cena. Saiu do quarto e deixou ele asfixiando.

O irmão de Rafael, de 17 anos, estava na casa no momento do crime, mas não ouviu a movimentação pois estava com fones de ouvido e embaixo das cobertas. “Ela gostava de dominar a situação com os filhos e com as pessoas do convívio dela. Tudo que saía fora da normalidade, para ela se tornava uma situação de extremo incômodo”, concluiu. A investigação do caso continua e Alexandra ainda está presa preventivamente.

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