Chega de dúvidas: veja quando a máscara deve ou não ser utilizada em crianças e adolescentes

A Sociedade Brasileira de Pediatria desenvolveu uma nota que certamente irá te ajudar a esclarecer todas as questões a respeito do uso do equipamento de proteção

Resumo da Notícia

  • Sociedade Brasileira de Pediatria faz nota para responder dúvidas a respeito do uso das máscaras em crianças e adolescentes
  • A nota foi produzida em conjunto pelos Departamentos Científicos de Adolescência e Desenvolvimento e Comportamento da entidade
  • Veja as principais dicas em relação a tempo de uso, quando e como devem ser utilizadas
Para acabar com as dúvidas: seus filhos devem ou não usar as máscaras de proteção contra o coronavírus? (Foto: Getty Images)

Desde que as autoridades ao redor do mundo recomendaram o uso de máscaras para prevenção do novo coronavírus, diversas mães passaram a se questionar quando devem ou não colocar o objeto de proteção nas crianças. Para sanar as dúvidas a respeito do uso de máscaras em crianças e adolescentes, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) divulgou uma nota  elaborada em conjunto pelos Departamentos Científicos de Adolescência e Desenvolvimento e Comportamento da entidade.

-Publicidade-

Na nota, os pediatras reuniram algumas dicas valiosas a respeito de como usar o equipamento em cada faixa etária, como colocar e retirar, quanto tempo utilizar, entre outras orientações. Aqui vão algumas dicas separadas por eles que certamente irão te ajudar na hora de colocar a máscara em seu filho.

Máscaras Caseiras

-Publicidade-

Devido à necessidade de reduzir o uso de máscaras cirúrgicas, N95 ou PFF2 por pessoas que não sejam profissionais da saúde, o Ministério da Saúde aconselhou o uso de máscaras caseiras pela população. Os profissionais da SBP ressaltaram, no entanto, que a máscara fabricada em casa é eficiente desde que seja feita com pelo menos duas camadas de tecido e cubra totalmente a boca e o nariz, sempre bem ajustado ao rosto e sem deixar espaço nas laterais.

Também é importante recordar que, uma vez utilizada, as máscaras têm um limite de tempo que não pode ser ultrapassado. O utensílio não deve ficar úmido e caso isso aconteça, em até duas horas, no máximo, precisa ser trocado. Em caso de qualquer danificação, ele também deve ser substituído o mais rápido possível.

Uso das máscaras

De acordo com o documento da SBP, as máscaras têm tamanho único para os adultos, mas para as crianças e os adolescentes elas precisam ser adaptadas. Além disso, nesse momento, o ideal é que a população pediátrica fique em casa, uma vez que não é tão simples manter essa proteção por muito tempo nas crianças.

“Nas idas ao médico, ao supermercado e a outros locais onde há circulação de pessoas, é necessário o uso do acessório, com a ressalva de que ele deve ser usado com cuidado e sob a supervisão constante dos pais. É fundamental que a família explique, de acordo com a capacidade de entendimento da faixa etária do filho, que ele terá que usar o “o paninho” sobre a boca e o nariz até voltar para casa e que não poderá encostar na proteção”, pontuam os pediatras.

Os pais devem colocar a máscara na criança sempre com as mãos limpas, higienizadas e a retirada precisa ser feita pelas alças laterais ou laço posterior. A nota destaca ainda que a máscara não invalida a necessidade de cumprimento das regras de higiene e afastamento social.

Faixas etárias

Crianças menores de dois anos de idade não devem usar máscaras, porque a salivação intensa, as vias aéreas de pequeno calibre e a imaturidade motora elevam o risco de sufocação. Entre os dois e cinco anos, existe necessidade de supervisão constante. Possivelmente, a criança se sentirá incomodada com a necessidade de ajustes frequentes por parte dos pais. O benefício poderá não compensar o risco e, por isso, é indicado avaliar individualmente a possibilidade do uso, conforme o grau de maturidade de cada criança.

De seis a dez anos, as mesmas recomendações devem ser mantidas, acrescentando que, durante as atividades pedagógicas realizadas nas escolas ou outras instituições que exigem aproximação, como trabalhos em grupo, é indispensável o uso da proteção. Nesta idade, a criança já poderá auxiliar no procedimento de uso, sob monitoração.

Por volta dos 12 anos, já é possível compreender todas as instruções necessárias para o uso, retirada, higienização e descarte das máscaras. Recomenda-se o uso dos objetos de proteção em todo o período que estiver fora de casa, respeitando o protocolo de higiene e de distanciamento social.

O texto da SBP esclarece ainda que crianças e adolescentes que apresentam atrasos no desenvolvimento e condições específicas, como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiência intelectual, transtornos do comportamento, entre outros, podem ter mais resistência ao uso da máscara. Nessas situações, cabe tentar um treinamento e avaliar a adesão, de acordo com a resposta de cada criança.

Recomendações gerais 

Há ocasiões ou lugares onde as crianças ou adolescentes não precisam usar uma máscara, como em locais fora de casa (parques e pátios), desde que fiquem pelo menos a dois metros de distância de outras pessoas e evitem tocar nas superfícies. No entanto, ficar em casa mantendo o distanciamento social ainda é a melhor maneira de se proteger da COVID-19. Entre as recomendações gerais da SBP sobre o uso de máscaras por crianças e adolescentes, constam:

  • Adquirir máscaras de acordo com o tamanho do rosto da criança ou adolescente e certificar que está confortável;
  • Lavar com água e sabão abundantes e/ou deixar de molho em solução de água sanitária (1 colher de sopa para 500ml de água) por 30 minutos;
  • Após a secagem, passar ferro quente, de ambos os lados, armazenando em saco plástico limpo;
  • Lembrar que as crianças vão aprender mais facilmente com a repetição e com ensinamentos e exemplos fornecidos de forma alegre e natural. Tenha paciência para ensiná-las a usar as máscaras com carinho e responsabilidade;
  • Crianças podem se beneficiar do uso de uma máscara em ambientes em que encontrem outras pessoas a menos de 2 metros de distância (supermercados, farmácias, serviços médicos, ou qualquer ambiente fora de casa ou onde possa haver aglomeração de pessoas);
  • Caso a máscara caia no chão durante o uso, ela deverá ser substituída por outra limpa, imediatamente;
  • Ensinar as crianças a tossir e espirrar em um lenço de papel ou no braço e cotovelo, nunca nas mãos.

Novo aplicativo Pais&Filhos Interativo: teste seus conhecimentos, acumule pontos para trocar por prêmios e leia conteúdos exclusivos! Para baixar, CLIQUE AQUI.

-Publicidade-