Como lidar com a frustração das crianças em quarentena pelo coronavírus

A epidemia fez com que várias aulas fossem suspensas e, como elas não podem sair de casa, acabam ficando decepcionadas com as mudanças da rotina. A conversa ajuda a reduzir os efeitos negativos

Resumo da Notícia

  • Com a declaração de pandemia, vários estados brasileiros estão recomendando um período em isolamento
  • A medida de segurança visa evitar tanto a contaminação quanto transmissão da doença
  • Mas como explicar isso para as crianças e ajudar a lidar com as frustrações pela mudança na rotina?
  • O caminho é sempre dizer a verdade e se dedicar ao máximo ao seu filho
É uma oportunidade para se conectar mais com seu filho (Foto: reprodução/ Getty Images)

Os casos de coronavírus não param de aumentar. Com 234 casos confirmados no Brasil, muitas escolas decidiram fechar as portas. Nesse período de quarentena, é fundamental que as crianças fiquem dentro de casa para evitar a contaminação. É normal que elas sintam esse baque e fiquem até frustradas por deixarem de fazer atividades da sua rotina ou até extraordinárias, como passeios e viagens, por conta do vírus.

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Assim, a conversa é o melhor caminho. “Falar sobre coronavírus se tornou inevitável a partir do momento em que a rotina da criança e da família tiveram mudanças significativas”, afirma Viviane Marques, fundadora do Psicologia com Empatia, psicóloga e educadora parental, filha de Ana Lucia e Paulo Tadeu. As crianças sentem essa diferença e, por isso, o mais respeitoso é conversar de forma tranquila, mas sem mentir sobre o que está acontecendo, porque elas percebem e se não têm uma resposta clara dentro de casa, podem criar cenários na mente e sofrer ainda mais. 

Uma vez que praticamente toda criança já passou por uma gripe, febre ou resfriado, uma boa maneira de explicar é usando esses exemplos, reforçando que dessa vez o vírus é mais forte. Foque no que é necessário fazer para se proteger: “Existem formas lúdicas para reforçar a segurança e vocês podem aproveitar para curtir esse momento em casa criando músicas para lavar as mãos ou fazendo sabonetes coloridos”. Enfatiza que vocês não estão de férias. 

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O isolamento é uma medida de precaução (Foto: Getty Images)

Não precisa entrar em muitos detalhes, muitas vezes respostas simples são suficientes. Lembre-se também que é importante manter a calma, porque isso será passado para seu filho. Em relação à frustração, fale sempre a verdade, acolhendo o sentimento dela. “Realmente é muito frustrante ter planos divertidos e não conseguir cumpri-los. Por isso, o ideal é que o adulto compartilhe com ela as suas próprias frustrações, acolha e deixe claro que ficar em casa não é uma opção, mas sim uma regra para que a doença não atinja mais pessoas e logo as coisas possam voltar ao normal”, recomenda.

Como os idosos fazem parte do grupo de risco, as visitas aos avós estão sendo evitadas por questão de segurança, mas isso pode preocupar as crianças, pensando que algo ruim aconteceu. “Uma boa ideia é sugerir que ela ligue por telefone ou vídeo e possa verificar que está tudo bem com eles”, comenta. Seja sincero e otimista, dizendo que espera que a situação melhore logo, mas enquanto não melhorarem, podem aproveitar a companhia um do outro. 

Neste momento, é bacana que a criança receba muito afeto da família para poder se divertir e distrair. Não esqueça da empatia! “Experimente uma frase como ‘Filho, eu sei que você está muito chateado e é normal sentir isso nessa situação. Eu também tinha outros planos e precisei desmarcá-los. Vamos pensar em uma forma legal para passarmos por isso juntos?’”, conta. Dedique-se o máximo que puder e aproveite para criar memórias com as crianças, com novas brincadeiras e descobertas. 

 

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