Coronavírus: 39 países já fecharam todas as escolas do território para impedir doença

De acordo com dados da UNESCO atualizados nesta sexta-feira (13), outras 22 nações encerraram parcialmente as atividades escolares

Resumo da Notícia

  • No Brasil, há 98 casos confirmados de pessoas contaminadas pelo novo coronavírus 
  • Segundo a UNESCO, 39 países encerraram as atividades de todas as escolas do território
  • A medida deve impactar quase 422 milhões de crianças e jovens
  • Os dados também mostram que 22 países fecharam escolas apenas em regiões específicas.
  • A transmissão do coronavírus é feita através da mucosa oral, do nariz e dos olhos
(Foto: Getty Images)

O novo coronavírus está afetando diretamente a vida escolar e a educação ao redor do mundo. Governos de 49 países já anunciaram o fechamento de instituições educacionais, tanto universidades, quanto colégios, para tentar conter a disseminação da doença.

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Segundo um monitoramento feito pela UNESCO, atualizado nesta sexta-feira (13), 39 países encerraram as atividades de todas as escolas do território. Entre as nações que adotaram a medida, estão a China, a Itália – principais epicentros da COVID-19 – e dois países da América Latina: o Paraguai e o Equador. A medida deve impactar quase 422 milhões de crianças e jovens.

Os dados também mostram que 22 países fecharam escolas apenas em regiões específicas. Ou seja, nestes lugares algumas escolas estão inativas e outras continuam funcionando. Nesta categoria, estão países como Portugal, Espanha, Estados Unidos e Rússia. No Brasil, apenas o Distrito Federal fechou as escolas das redes públicas e privadas. No Rio de Janeiro, as escolas da rede municipal terão suas aulas suspensas por uma semana.

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(Foto: Getty Images)

No estado de São Paulo, onde foram contabilizados mais casos da doença, somente algumas instituições particulares fecharam as portas temporariamente. Em coletiva de imprensa realizada na última quinta-feira (12), o governador João Dória disse que não há razão para pânico.

Nesta sexta-feira (13), o Ministério da Saúde divulgou uma série de recomendações e possíveis mudanças por conta do momento de pandemia. Entre elas, está a possível antecipação das férias escolares. O informativo afirmou que de acordo com a situação atual, mesmo que o vírus não seja um grande fator de risco para crianças e que algumas delas tendem a ser assintomáticas, foi recomendado ferias antecipadas para as instituições de ensino, tanto da rede publica quanto privada.

Na quarta-feira (11), o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, falou que “se a situação se complicar, as escolas podem ser fechadas”. O político disse que a medida não será tomada por enquanto e acrescentou que a maior preocupação é com os cuidadores das crianças. Isso porque, sem aula, muitas crianças ficariam na casa dos avós ou parentes mais velhos, enquanto os pais estão trabalho — essa atitude pode colocar os idosos ainda mais em risco para o COVID-19.

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