Criança

Criança de 5 anos morre após médico dar diagnóstico errado

O médico de plantão afirmou que estava ocupado e o número de funcionários estava reduzido por conta do feriado

Letícia Vaneli

Letícia Vaneli ,filha de Alcides e Eugênia

Shay deu entrada no hospital com dor abdominal (Foto: Reprodução/The Daily Mail)

Shay Turner foi internado no Hospital Geral de Rotherham com dor abdominal, mas foi transferido para Hospital Infantil de Sheffield. Durante a internação, a criança apresentou uma piora do seu quadro e, por conta da negligência médica, Shay veio a óbito em menos de uma semana após dar entrar no hospital.

A criança de 5 anos foi tratada para cetoacidose diabética, a qual é uma complicação grave de diabetes. Dessa forma, o médico de plantão ministrou dez vezes a dose padrão de insulina por 1 hora. Entretanto, de acordo com as investigações, o diagnóstico estava errado e foi comprovado que a equipe médica tratou o caso com negligencia.

(Foto: Reprodução/The Daily Mail)

Além disso, descobriu que a causa da morte do menino foi uma lesão cerebral catastrófica que poderia ter sido contida a tempo caso não houvesse atraso na administração dos medicamentos corretos e dos resultados dos testes. Shay foi internado durante a sexta-feira Santa e, por isso, o hospital estava com a equipe médica reduzida. De acordo com o médico que ministrou a superdosagem na criança, ele estava muito ocupado e não deu conta de todos os pacientes.

“Saber que ele nunca conseguirá comemorar marcos da vida, como passar nos exames e se casar, coisas que a maioria das pessoas dá como certa, é de partir o coração. Ainda é uma luta continuar sem ele agora. Perdê-lo é como um pesadelo do qual nunca vamos acordar. A morte de Shay deixou um grande buraco em nossas vidas que nunca desaparecerá”, desabafou a mãe em entrevista ao jornal britânico The Daily Mail.

O legista afirmou que Shay morreu devido uma lesão cerebral (Foto: Reprodução/The Daily Mail)

O momento mais difícil para os pais foi lidar com o luto enquanto acontecia a investigação policial e inquérito da morte do seu filho, a qual durou 10 e 17 meses, respectivamente. “O inquérito foi um período incrivelmente difícil. No entanto, foi algo que tivemos que fazer para honrar a memória de Shay. Precisávamos descobrir as respostas sobre porque ele morreu. Somos gratos ao médico legista pela investigação completa da morte de nosso filho e compreendemos que deve ter sido difícil para ele concluir, dadas as complexas evidências médicas, estamos desapontados com o resultado geral”, finalizou.

Desde do ocorrido, o hospital reconheceu os seus erros e tomou medidas para que situaçoes como essas nao se repitam. “Como resultado direto desse incidente, várias ações já foram implementadas e acreditamos que melhorarão ainda mais a segurança do paciente na confiança. A confiança agora analisará cuidadosamente todas as evidências ouvidas no inquérito e adotará medidas para abordar as áreas de preocupação descritas pelo médico legista”, falou o Dr. Callum Gardner, diretor médico do hospital.

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