Meninos são resgatados com vida da Floresta Amazônica após ficarem 26 dias sem comer

Glauco e Cleisson Ferreira, de 7 e 9 anos, estavam desaparecidos desde o dia 18 de fevereiro, após saírem para caçar pássaros na Floresta Amazônica. As buscas iniciaram em Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus, AM

Resumo da Notícia

  • Crianças ficaram mais de 20 dias perdidas na Floresta Amazônica
  • Elas foram encontradas sem nutrição
  • Os meninos se alimentaram apenas com água da chuva

Os meninos Glauco e Cleisson Ferreira, de 7 e 9 anos, estavam desaparecidos desde o dia 18 de fevereiro, após saírem para caçar pássaros na Floresta Amazônica sozinhos e acabaram se perdendo na mata fechada.

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“Nós éramos muita gente, nós éramos 260. Não conseguimos. Estava entre PM, Polícia Civil, Corpo de Bombeiros e Funai, mas não conseguimos”, afirmou Claudionor Ferreira, pai dos meninos.

Crianças de 6 e 8 anos ficam mais de 20 dias perdidas na Floresta Amazônica se alimentando apenas com água da chuva
Crianças de 6 e 8 anos ficam mais de 20 dias perdidas na Floresta Amazônica se alimentando apenas com água da chuva (Foto: Reprodução / Jornal Hoje)

Os meninos fazem parte de uma comunidade indígena o município de Manicoré, a 332 quilômetros de Manaus, AM. As buscas começaram no mesmo dia em que a família deram falta deles e foram encerradas cinco dias depois. No entanto, os pais não desistiram e os meninos foram encontrados por um homem que estava cortando árvores para obter um caminho na mata.

Crianças de 6 e 8 anos ficam mais de 20 dias perdidas na Floresta Amazônica se alimentando apenas com água da chuva
Crianças de 6 e 8 anos ficam mais de 20 dias perdidas na Floresta Amazônica se alimentando apenas com água da chuva (Foto: Reprodução / Jornal Hoje)

“Fiquei muito emocionado. Quando escutou o movimento dele [do homem], o pequeno gritou. Ele chegou lá e estavam ‘tudo deitadinho’”, relembrou o pai.

Os meninos foram internados por apresentarem desnutrição. De acordo com os médicos, eles ficaram sem comer e sobreviveram somente com água da chuva. “Eles pedem para comer, mas no momento, agora, não podem receber uma alimentação completa. Estamos aguardando a avaliação do médico, que solicitou novos exames”, afirmou a enfermeira Marcilene Maret.